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quinta-feira, 18 de outubro de 2012

O CORPO, METABOLISMO E MENTE





                Claro que todos nós já sabemos que quando temos uma emoção o corpo expressa pelos gestos e posições que se moldam de forma inconsciente, a grande questão era se, mudando a postura era possível interferir, da fato,  no desenvolvimento do estado de espírito. Recentemente a psicóloga Amy Cuddy, professora da Harvard Business School, conseguiu provar com uma pesquisa que ocorrem mudanças hormonais – e rápidas – no sistema endócrino bastando apenas alguns minutos em determinadas poses.

                Ficar de braços abertos, colocar as mãos atrás da cabeça com os cotovelos para fora, colocar os braços atrás do corpo deixando o peito livre, são algumas das posições propostas e, com coleta da saliva dos participantes, ficou realmente comprovado um aumento de testosterona. Já com posturas fechadas (braços e pernas cruzados) o aumento foi de cortisol, substância ligada diretamente ao estresse.

                A pesquisa foi mais longe e comprovou, também, que essas alterações influenciam o modo de pensar das pessoas deixando-as com a autoestima mais elevada e capazes de se arriscar mais fazendo coisas que, fora deste estado, provavelmente não teriam coragem para finalizar. Desta forma podemos criar, em nós mesmo, alterações químicas para enfrentar pequenos desafios durante o dia como pedir um aumento, pechinchar preços ou falar com  o pai da namorada.

                Para tentar comprovar isto fomos à rua, esta semana, convidado por um Programa de Tv! Lógico que a situação não é 100% perfeita, afinal os cenários foram montados na Praça Saens Peña e, os convidados a participar, estavam diante de câmeras de tv o que, com certeza, deve criar um certo nervosismo em não profissionais do meio. No entanto, para nossa surpresa e gratificação, o experimento deu resultados bem similares aos conseguidos em Harvard.

                Foram três situações: uma entrevista de emprego, pedindo ao pai para namorar com a filha e solicitando desconto na compra de uma peça de roupa.  A equipe de produção do programa fez um trabalho fantástico de realismo usando até manequins para compor as cenas.

                No primeiro momento a equipe de produção do programa pedia a pessoa que ela fizesse a cena sem nenhuma instrução adicional. Com apenas uma exceção – uma mulher pediu emprego tão bem e tão desenvolta que com certeza jamais ficará desempregada – todos os participantes demonstraram  dificuldade de articulação nas palavras com movimentos corporais reduzidos ou fechados.

                Após este ato o participante era orientado por mim a fazer algumas poses com os braços e pernas e, novamente sem nenhuma explicação adicional, era solicitado repetir a cena. Observando as posturas e a desenvoltura da fala, antes e depois, ficou clara a mudança comportamental e o estado de ânimo das pessoas. Quando perguntado sobre o que ocasionou a alteração, eles relataram que, após fazerem as poses se sentiram bem mais dispostos.

                Disso podemos tirar algumas conclusões: devemos prestar mais atenção em nossa linguagem corporal e, sempre que possível, direcionar nossos movimentos de forma mais aberta e expansiva, pois isto ajuda ao metabolismo a produzir uma química mais saudável.



Um comentário:

Douglas Nascimento rodrigues disse...

Bom dia gostaria do nome do livro do Sr sobre linguagem corporal!!! Meu imail é du.leonidas@jornal.com . Desejo um dia iluminado e um T.:F.:A.:
Art: Douglas Rodrigues