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sábado, 9 de janeiro de 2010

Reflexão para uma vida melhor!

"Quem tem tempo e por tempo espera, tempo é que o demo lhe leva."
Dito popular


A velocidade que a vida moderna impõe a todos nós impede uma cuidadosa reflexão para cada tomada de decisão que enfrentamos, certo? Lógico que a sua resposta deverá ser: Sim ! Isto é a mais pura verdade. No entanto, se você acompanhar a minha linha de raciocínio poderemos ter um pensar diferente sobre este tema.

Quanto tempo você precisa para refletir sobre um determinado assunto? Qual seria o momento adequado para essa reflexão? Que prejuízos eu teria se parasse para pensar toda vez que tivesse uma decisão a tomar ou que lucros isso poderia me trazer?

Não é necessário muito tempo para uma saudável reflexão. Veja bem, que reflexão é sinônimo de meditação, e essa palavra tem uma carga de ser algo apenas para iniciados. Dizem por aí que meditação é a “ação ou efeito de refletir profundamente sobre determinada coisa...”. Neste sentido podemos imaginar que a reflexão seria algo demorado, mas não é de fato assim.

Alguns assuntos realmente demandar tempo e provavelmente até mesmo de “meditação” no sentido extremo da palavra, mas a maioria dos assuntos cotidianos, e que causam maiores efeitos no humor, não precisam de tantas horas, apenas alguns minutos. Experimente, da próxima vez que viver qualquer impasse, pedir ao seu algoz, um minuto apenas de reflexão. Saia do ambiente, vá beber uma água ou vá ao banheiro lavar o rosto e pense no que aquela decisão vai lhe fazer nos próximo quatros anos. Se imagine daqui a quatro anos!

Mas que loucura é essa? Por que quatro anos e não um, dois, ou três semanas? Porque em quatro anos, pode-se mudar uma vida completamente! Alias, você pode mudar a sua vida completamente se decidir, agora, fazer uma faculdade noturna e aprender uma nova profissão. Então quatro anos é um prazo onde as coisas perdem sua validade e ganham uma nova dimensão. As coisas que brilham podem enferrujar e as coisas pequenas podem virar montanhas.

Faça isso pelo menos umas três vezes, e depois avalie o resultado. Não é tão difícil como parece.

Em quais momentos devo parar e fazer isso? Isso depende do que é importante para você. Uma coisa pode não ter relevância nenhuma para mim e ser absolutamente necessária para outra pessoa. Portanto é pessoal, mas pode ser avaliado de forma temporal. Uma decisão é importante a partir do momento em que ela vai tomar (ou adicionar) uma parcela de tempo que seja significativa na nossa vida futura. Por exemplo: comprar um determinado modelo de carro que tem um valor mais alto. Ele vai ser útil, pois irá nos ajudar no deslocamento diário poupando tempo. Mas quanto tempo teremos de trabalhar para pagar as prestações? E quanto tempo vamos ficar comprometidos com esses valores? Será que um modelo mais barato não irá solucionar o problema e me poupar tempo de vida trabalhada? Essa resposta será dada de acordo com a maneira que você percebe o modelo que quer comprar, se ele é (ou não) essencial para seu status de vida.

Lucro ou prejuízo? Mais uma vez podemos dizer, de uma forma geral, que isso também é pessoal, pois lucro não é só financeiro. Pode-se perder muito dinheiro e ter um duradouro lucro emocional. Vender barato algo que lhe causa incômodo é se livrar de um problema e não ter prejuízo! Comprar caro a casa dos seus sonhos é lucro para o resto da vida! E por aí vai.
Quando eu paro e penso, para uma tomada de decisão só posso ter lucro. Tomar decisões por impulso, na maioria das vezes, nos leva a fazer algo que não será proveitoso depois. Acredita que não? Veja então em sua casa quantas coisas você comprou nos últimos anos e não usa mais, alias nem chegou a aprender a usar direito. São equipamentos, máquinas, troços que nos foram empurrados por uma boa mídia e um excelente vendedor. Se você tivesse parado para pensar o que estaria fazendo com essas coisas quatro anos depois, teria comprado?
Óbvio que nossa abordagem se prendeu muito ao aspecto financeiro, pois é o que chama atenção primeiro, mas as decisões no âmbito afetivo são, sem dúvida, as mais importantes da nossa vida. Por isso, pense muito, reflita mesmo, toda vez que estiver diante de uma decisão importante nesta área. Se projete não quatro, mas vinte anos a frente. Feche os olhos e tente se imaginar vivendo aquela decisão e suas conseqüências no futuro mais distante. Se for conveniente, se você se sentir feliz com os resultados que podem ser obtidos, siga em frente! Sabendo que foi uma coisa pensada e que, você é capaz de suportar todas as conseqüências, sem culpar outra pessoa por isso: assumindo que foi você o responsável!

São tantas as distrações da vida, são tantas nossas obrigações. Quando paramos não pensamos, ligamos a tv ou o rádio e deixamos que outras pessoas “pensem” por nós. Perguntamos sobre decisões na nossa vida a outras pessoas! Que coisa mais absurda! Como alguém, que não é você, pode saber o que é melhor para você?

As pessoas dizem: - Eu não faria isso! , ou: - Você não vai gostar do filme! Como elas podem saber, se nós mesmos estamos em dúvida sobre o filme ou sobre o carro? Como outras pessoas podem saber o que é melhor para você?

Somente uma pessoa pode saber o que é melhor para você! É a pessoa que mais te ama, que quer sempre o melhor para você. Esta é pessoa mais importante do mundo e que nunca vai deixar você sozinho em nenhuma situação: é você mesmo!

Experimente fugir de uma situação. Pegue um ônibus na rodoviária e fuja para bem longe. Isso não te fará distante de você mesmo e do que está na sua consciência. Se projete no futuro e advinhe quem estará lá com você?

Por isso, pense sempre antes de tomar decisões que você julgue importantes em sua vida.

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