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quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

O CHORO DO BEBÊ



         
 
          Sabemos pouco sobre nós mesmos e como nos comportamos em sociedade. A cada dia que passa, descobrimos um pouco mais a respeito desta ciência em evolução chamada: Análise Comportamental. Não é um foco recente da psicologia, alias é exatamente disto que trata “toda” a psicologia. Mas o direcionamento e a intenção do uso deste conhecimento é que faz toda a diferença, pois, não está voltado, apenas, para o ambiente psicoterápico. Um exemplo disto é o que nos revela o estudo feito pelo falecido Dr. Lee Salk, psicólogo infantil americano, autor de oito livros sobre o tema e falecido em maio de 1992.

         Salk apresentou um estudo sobre o porque das mulheres terem preferência por carregar o filho do lado esquerdo. Isso não depende de serem destras ou canhotas, aliás, elas até dão explicações bem convincentes quando questionadas. As destras dizem que é para ter o braço direito livre para servir alimentação ao bebê e as canhotas, por sua vez, argumentam que, segurar o bebê com o braço esquerdo dá mais segurança, pois estão segurando com seu membro mais forte. 

         Na verdade isso é apenas uma construção mental para justificar um ato programado pela genética (segundo Salk). O estudo revelou que 83% das mulheres davam preferência a este modo de segurar o bebê. Até mesmo meninas pequenas possuem essa tendência. O estudo conduzido por ele deu bonecas para meninas segurarem, e mais uma vez o lado esquerdo ganhou disparado do direito, Neste ponto surge o questionamento: por que isto ocorre?

         Salk descobriu o óbvio: as crianças se acalmam ouvindo a pulsação do coração da mãe. O batimento cardíaco que elas estavam acostumadas a ouvir durante nove meses dentro do útero. De uma forma inconsciente as mães, mulheres de uma forma em geral, sabem disso, e acomodam seus filhos de modo que, com o ouvido do lado esquerdo do peito, possam ouvir seus batimentos cardíacos. Deste lado o som é mais potente.

         O que fazer com essa informação, como ela pode ser útil?    

         Grave os batimentos cardíacos da mãe em um momento de tranquilidade, faça um Cd e coloque no quarto do recém-nascido rodando, baixinho, no modo de repetição durante toda a noite. Ele terá um sono tranquilo e saudável. Este experimento só não funciona em um caso muito específico, quando o bebê e a mãe são afastados prematuramente. No caso dele ser tirado da mãe por mais de vinte quatro horas logo após o nascimento, por exemplo. Neste caso o estresse causado pelo rompimento do elo pode gerar sintomas logo nos primeiros momentos de vida.

         Isso nos coloca em outra questão: por que os berçários dos hospitais não utilizam esta informação? Vários experimentos já foram feitos nos EUA, na época em que Salk fez seus estudos e o resultado foi amplamente satisfatório.

         Estamos falando de um homem que faleceu em 1992, estes estudos foram publicados na década de 80 e parece uma grande novidade!

         Bem vindo ao mundo da Análise Comportamental!  Muito já foi estudado e comprovado, mas parece recém saído de um laboratório e, o que já foi testado e publicado, ainda carece de divulgação para ser colocado em prática.


Por: Prof. Msc. João Oliveira - Psicólogo -

        

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