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quinta-feira, 17 de maio de 2012

EU OUÇO PESSOAS MORTAS




“Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro; a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz.” Platão (428 - 347 a. C.)

                Existem no mundo duas formas de adquirir conhecimento, a primeira é pela nossa própria experiência aprendendo com erros e acertos. A segunda é observando a vivência dos outros, aprendendo com os erros já cometidos por eles, no passado, e aprimorando aqueles feitos que obtiveram êxito.

                Esta fórmula é simples se não fosse por um pequeno problema, nossa vida é muito curta para podermos ter todas as experiências possíveis de aprimoramento e, a maioria das pessoas, não chega a tomar conhecimento que, quase tudo, já foi feito antes em outras eras.

                Não existe uma história nova. Estamos sempre repetindo os mesmos erros por não termos tido o cuidado de olhar para trás, em nossa própria vida, ou em ouvir as vozes do passado distante, escutando os mortos.

                Acreditem! Sou capaz de ouvir, atentamente, pessoas mortas. Sem a necessidade de um guia espiritual ou coisa parecida, apenas, tendo entre as mãos, um livro. Essa coisa mágica transporta vozes e saberes de seres distantes no tempo e no espaço. Personalidades que já deixaram este plano há tanto tempo, que nem pó restou dos seus corpos. Essas pessoas falam com todos que investem tempo em seus escritos.

“Somos o que pensamos. Tudo o que somos surge com nossos pensamentos. Com nossos pensamentos, fazemos o nosso mundo.” Buda (563 -  483 a.C.)

                Ler é como se alimentar. Ao tomarmos conhecimento das palavras ingerimos conhecimento e, de uma forma estranha, isto passa a fazer parte de nós, de nossa estrutura de ser. Lembro-me, como se fosse ontem, que a Rede Globo exibiu em abril de 1982 a série Cosmos do Carl Sagan , em um dos episódios  ele falava exatamente sobre isto ( veja: http://youtu.be/RxtAnv-6EDY  ) da mágica que tem em um livro. Alguém, que já morreu, falando diretamente com você, dentro da sua mente!

                Vivemos pouco, lemos quase nada e, por isso, aprendemos menos ainda a cada nova geração. Perdemos tempo com coisas que não somam nada para o nosso crescimento. Pense: caso pudéssemos ler um livro por semana e vivêssemos por 100 anos, lendo sempre um livro a cada sete dias e, tendo recebido das mãos da enfermeira, imediatamente ao deixar o útero , um livro para ler e, ainda, no momento da última expiração outro livro diferente tombasse ao chão, teríamos lido 5.200 livros por toda nossa existência.  A segunda maior Biblioteca do mundo esta na China e têm 27 milhões de livros. Uma pena, pois nenhum deles vou ler, afinal ainda não sei mandarim. Mesmo se soubesse levaria algo em torno de 520 mil anos para ler todos eles, isso, se eu fosse capaz de ler um livro por semana:  5.200 vidas de cem anos em sequência.

                Qual o segredo?  Escolha muito bem sua próxima leitura, você não tem tanto tempo assim. Não perca tempo com bobagens usando a desculpa que está se divertindo ou passando o tempo. Vou te contar um segredo: o tempo passa do mesmo jeito, independente do que você estiver fazendo. 

                Agora, com sua licença, existe uma voz do passado me chamando na estante.

“A vantagem de ter péssima memória é divertir-se muitas vezes com as mesmas coisas boas como se fosse a primeira vez.” Friedrich Nietzsche (1844-1900)

João Oliveira
Psicólogo CRP 05/32031
Mestre em Cognição e Linguagem, UENF-RJ

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