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quarta-feira, 12 de setembro de 2018

A NOVA ONDA DO MERCADO



As relações humanas estão ganhando novos perfis a cada dia. Se, por um lado, ocorre o afastamento do contato presencial graças às redes sociais e mecanismos midiáticos de interação, por outro, novos estudos reforçam a necessidade de se conhecer ainda mais profundamente o cérebro humano para o aproveitamento máximo quando duas ou mais pessoas se encontram no mundo real.

Já temos algumas áreas de atuação bem delineadas no Neuromarketing:

MARCA: a estruturação do branding pessoal ou de um produto/serviço pode ganhar um novo brilho no seu processo de criação para se ter uma marca que fique na mente das pessoas. Desde da associação de cores com o perfil do produto/serviço até mesmo as roupas que são mais adequadas para cada situação no universo corporativo.

AFERIÇÃO DE RESULTADOS: através de bioffedbacks, aparelhos que medem repostas involuntárias como resistência galvânica por exemplo, possível “ver" as alterações automáticas, emocionais e inconscientemente feitas pelas pessoas. Isso ajuda muito no direcionamento de ações.



CAMPANHAS ESTRUTURADAS: profissionais estão se especializando em analisar cada detalhe de uma peça publicitária e como ela pode atingir o público alvo de forma a obter melhores resultados. Instigando o surgimento de necessidades e desejos na raiz filogenética do ser humano.

UNIVERSO DA INTERNET E DAS REDES SOCIAIS: o comportamento das pessoas online é alvo de estudos complexos e cheios de algoritmos que deixariam até mesmo Albert Einstein totalmente perdido. Nesse universo é possível prever como uma faixa pode se comportar diante de determinadas notícias e como isso pode ser revertido em finalização de vendas.

O neuromarketing pode encontrar resistências principalmente porque age de forma subliminar e dá a impressão que existe uma trapaça no ar. Algo que não é totalmente ético. Mas isso não corresponde à realidade.

Um exemplo interessante é de um experimento feito em lojas, onde as quinas das mesas, mostruários e vitrines, foram cobertas com uma espuma arredondada. Nas lojas onde isso foi feito houve um aumento de permanência dos clientes e também um significativo aumento de 17% nas vendas. Amígdala cerebral, onde o instinto de sobrevivência está a todo vapor, reconhece que pontas afiadas podem ser um risco à vida e as pessoas as tentam evitar o máximo possível, mesmo que a consciência nunca venha a perceber isso.

Saber o canal sensorial preferencial de uma pessoa é só o começo. Ter uma linguagem sistêmica para uma comunicação plena já é o esperado. Agora, o foco se volta para quais os neurotransmissores que devem estar sendo produzidos nos momentos certos das colocações sobre os produtos/serviços.

O cérebro é recortado em três partes e suas funções podem dar pistas de como influenciar o outro no processo da negociação: 1 - Cérebro Reptiliano: controla a base da vida desde da cadência respiratória até os batimentos cardíacos. Responde a emoções básicas como medo e raiva. 2 - Cérebro Límbico: nessa área os sentidos já trazem informações que podem ser analisadas e tudo pode ser arquivado para comparações futuras. 3 - Neocórtex: o que pensa que toma as decisões de forma analítica sem influência das outras duas poderosas partes do cérebro.

Alguns estímulos mais básicos podem trazer alterações em nossa estrutura emocional.

Estímulos olfativos: algumas lojas estão até vendendo o próprio cheiro. Psicólogos especializados em psicometria sabem como colocar o cheiro certo para induzir fome, sede, calma e tantas outras nuances da psique humana. É o mundo das emoções e sensações onde lembranças ancoradas na infância, por exemplo, podem fazer um adulto abrir a carteira sem pensar duas vezes.

Estímulos sonoros: a música certa pode fazer uma pessoa sorrir ou chorar. Supermercados possuem uma tática invencível, pelo menos os que conhecem neuromarketing. Quando o salão está vazio a música deve ser lenta para que as pessoas se movimentam mais devagar e, quando a loja está cheia, a música deve ser mais acelerada para que as pessoas comprem mais rapidamente e desocupem o espaço para novos clientes.

Estímulos gustativos: nada é igual a comida de sua mãe. Essa é a maior dificuldade das indústrias alimentícias que tentam colocar sabor para pessoas que, apressadamente, nem ao menos sabem o que estão comendo. Fazer a diferença nessa área, para ser lembrando pelo cérebro réptil é o desafio deste século para macarrões instantâneos.

Estímulo tátil: os terminais nervosos das pontas dos dedos são extremamente refinados, capazes de identificar estruturas milimétricas. Mas, o corpo todo se recorda de abrações fortes, de colchões macios e do calor infernal do nosso verão tropical. Levar alguém a experimentar sensações que elencam memórias positivas pode trazer bons resultados em uma negociação.

Sim, já estamos todos afetados pela ação do Neuromarketing e isso independe completamente de conhecermos seus princípios. Trata-se, apenas, de um estudo de como utilizar esses recursos da melhor forma possível em nosso ambiente laboral.

No fundo, trata-se apenas de melhorar a comunicação com outro. Recursos extras sempre são bem vindos, principalmente quando se tem um idioma tão complexo como o nosso, onde as metáforas e declarações assertivas se completam o tempo todo.



Por Prof. Dr. João Oliveira

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