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quinta-feira, 3 de maio de 2018

REMUNERAÇÃO SOCIAL



A preocupação em diminuir o índice de fatores que pode gerar estresse no ambiente de trabalho está se tornando o ponto central de atenções de qualquer setor de RH comprometido com uma boa produtividade. Isso vale até mesmo para o quadro de perfis profissionais onde o dia a dia comum já reflete, em sua própria natureza, o que entendemos por estresse, como os profissionais de saúde que atuam em setores de emergência, por exemplo.

De uma forma geral, podemos encontrar em milhares de colaboradores uma ausência de segurança pessoal, provavelmente por não se sentirem competentes o suficiente dentro da instituição. Querer provar, a todo momento, sua própria capacidade também é um dos elementos que mais leva ao estresse e, como bem sabemos, os efeitos vão incidir diretamente na saúde física e no rendimento final.

Ocorre que nessas situações de pressão o corpo se prepara para uma reação física e mobiliza recursos internos, o que acaba por consumir muito do organismo. Se isso se mantém por longos períodos de tempo, acaba por influenciar diretamente no sistema imunológico, possibilitando o surgimento de vários sintomas e doenças, tais como: infecções, diabetes, pressão alta, ataques cardíacos, acidente vascular cerebral, depressão e o aumento da agressividade. Como se isso não fosse suficiente, a expectativa de vida obviamente diminui também.

A resposta que Marc Lalonde, então ministro da saúde no Canadá na década de 70, encontrou com sua famosa pergunta: - “De que morrem os canadenses?” Simplificou a problemática em quatro questões básicas: ambiente, estilo de vida, biologia e serviços. Dessas, duas podem ser tocadas diretamente pela instituição: ambiente e estilo de vida.

O cuidado com o ambiente laboral para que este possa refletir o melhor que a empresa possa ofertar aos seus colaboradores, englobando desde a melhor iluminação possível até a ergonomia atenta aos cuidados com a postura. Tudo para apresentar um local onde o indivíduo se perceba seguro e feliz por ali estar.

Para amenizar ou evitar totalmente o efeito da insegurança profissional, as instituições devem prover às pessoas um sentimento de participação e valorizar seus colaboradores para que eles desenvolvam uma melhor autoestima. Aplicar técnicas para diminuir o estresse, reduzindo a insegurança dos trabalhadores, não é algo tão complicado e pequenas ações podem criar um ambiente de estabilidade emocional.

Já conhecemos a remuneração indireta, benefícios que o colaborador recebe além de seu salário, como plano de saúde, auxílio moradia e tantas outras possibilidades. Agora podemos pensar em outro tipo de remuneração: a social.

O gestor deve pensar estrategicamente como motivar sua equipe e, para os que ainda têm relação direta, também de forma pessoal. Palavras de incentivo, reuniões com grupos pequenos para realizar escuta ativa (excelente para detectar surgimento de problemas em seu embrião), cumprimentos e elogios sempre que possível, são alguns elementos que podem tornar o clima organizacional mais salutar no aspecto da segurança psicológica.

O RH deve sair em busca dos possíveis pontos de fragilidade e interromper seu crescimento mantendo o diálogo constante com o grupo funcional. O absenteísmo deve ser observado de perto, pois pode estar indicando que os sintomas do estresse já estão se manifestando no físico.

O convívio dentro e fora da instituição, grupo social, tem se demonstrado um forte aliado na criação do suporte emocional. Oportunizar momentos onde isso possa se materializar e incentivar o desenvolvimento de atividades de lazer grupal vai instituir um código de comunicação mais leve entre os indivíduos. O ser humano necessita saber que pertence a um grupo para que se sinta protegido. Estudo publicado pela Organização Mundial de Saúde em 2003 revela que quanto maior a interação social dos sujeitos maior sua expectativa de vida.

Graças ao desafio constante os profissionais de RH hoje podem dispor de um grande naipe de recursos. Ao contrário do que se pensa, pouca diferença existe entre os problemas que podem surgir nos atores e, muito menos, grandes contrastes quando se trata de empresas familiares ou enormes grupos multinacionais no tocante ao aspecto psicológico individual. O ser humano ainda é o mesmo, independentemente se esteja pilotando um avião ou ajustando um parafuso na linha de montagem. São as emoções que ele carrega dentro de si e como elas podem ser direcionadas que irão fazer a diferença em seu sucesso profissional.

Uma instituição que deseja estar à frente de seus concorrentes não pode abrir mão de investir o maior número de recursos possíveis neste aspecto. Direcionar esforços e atenção de forma competente às emoções das pessoas, que dão vida à empresa, é alimentar a essência da boa produtividade.

Por Prof. Dr. João Oliveira

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