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quinta-feira, 3 de maio de 2018

COMPETÊNCIAS COMPORTAMENTAIS



Muitas são as competências técnicas ou comportamentais, todas são relevantes, e algumas encontram melhor encaixe diante de determinados perfis institucionais. Trata-se de um tema longo e muito importante nos dias atuais: saber identificar as melhores competências em prol de alocar o colaborador na melhor posição possível na empresa. Em função disso, iniciamos com esta edição uma série de artigos que visam elucidar as competências comportamentais.

Em jogo está o sucesso do empreendimento. Por isso, cada passo neste processo é importante. Começa com a identificação das competências necessárias dentro do escopo requerido pelo negócio em curso. Algumas são mais desejadas do que outras, mas, em quase todos os tipos de instituições, duas competências comportamentais são indispensáveis, afinal, estão ligadas, diretamente, ao processo das relações diretas: Comunicação Verbal e Comunicação Não Verbal.

Objetivamente, as duas competências se enquadram em qualquer perfil empresarial. Afinal, não existem instituições sem relações humanas. Mesmo se a organização não necessitar de um grande número de colaboradores sempre haverá uma linha e um corpo funcional. Da mesma forma, os serviços ou produtos pretendem um lugar de destaque no mercado, que, também, é formado por meio de um mecanismo de comunicação. Independentemente do nível de automação existente, sempre encontraremos alguém se comunicando.

Assim, a competência comportamental da comunicação verbal se refere à capacidade de se expressar verbalmente de forma clara e objetiva, com um conteúdo isento de ruídos. Uma fala clarificada, onde o sujeito consegue levar a informação ao elemento receptor sem perdas durante o processo.

Já a competência comportamental da comunicação não verbal está relacionada com a capacidade de alinhar a linguagem corporal e facial, de forma assertiva e coerente, com a comunicação verbal. O simples processo de andar ou estar parado em determinadas posturas já deixa transparecer estados de ânimos, mesmo quando não ocorre um processo de diálogo verbal.

Durante o processo seletivo, para proporcionar aos candidatos a possibilidade de expor essas competências, é necessário fazer algumas perguntas, que permitam o foco direto no tema. Para obter respostas que indiquem a competência avaliada, é preciso fazer perguntas que direcionem ao ponto pretendido. No caso especifico da Comunicação Verbal, o profissional de RH deve fazer questionamentos do tipo:

1) Diga-me alguma situação onde encontrou uma grande dificuldade de passar uma informação e por que acredita que isto tenha ocorrido. 

2) Relate-me uma situação onde alguém entendeu de forma diferente alguma instrução passada por você e que gerou problemas. Foi possível remediar? De que forma? 

3) Qual a comunicação que você considera mais complicada de realizar? Qual a comunicação mais difícil que já fez até hoje e qual foi o resultado dela? 

4) Diga-me alguma situação onde, por maior esforço que possa ter tido, não conseguiu fazer com que o outro compreendesse sua informação. O que isso gerou?

Para trazer à tona a existência ou não da Competência da Comunicação Não Verbal pode-se usar questionamentos como esses:

1) Diga-me uma ocasião onde sua expressão facial demonstrou o contrário do que estava falando para alguém e como solucionou isso.

2) Fale sobre situações onde sua face delatou uma emoção que tentava disfarçar. 

3) Relate situações onde sua expressão foi suficiente para ter uma mensagem entendida. 

4) Relate situações onde você foi capaz de perceber as intenções de outras pessoas apenas observando suas expressões faciais.

A comunicação é uma das competências mais importantes no âmbito organizacional, pois estamos o tempo todo nos relacionando e isso implica na necessidade de uma comunicação eficaz. Quando o processo seletivo é por competências, a tendência é que as falhas posteriores sejam menores e que as habilidades observadas sejam aprimoradas.

Por Prof. Dr. João Oliveira

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