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quarta-feira, 24 de maio de 2017

A MULHER MARAVILHA QUE VIVE EM CADA UMA DE NÓS


Por Beatriz Acampora

Em recente leitura da Revista da Cultura (Edição 112 – Maio de 2017), uma matéria sobre a história da personagem Mulher Maravilha me instigou a escrever um resumo uma reflexão sobre nosso empoderamento feminino.

A personagem Mulher Maravilha foi criada em 1941 pelo psicólogo norte-americano William Moulton Marston e desenhada por H. G. Peter. Seu surgimento se dá na época da Segunda Guerra Mundial e em uma entrevista, Marston ressaltou que as histórias em quadrinho deveriam ter um conteúdo educativo e relevante, que ressaltasse valores da sociedade. O fundador da All American Comics, atual DC Comics, Maxwell Gaines, se interessou por suas colocações e convidou o psicólogo para ser consultor da editora. Marston sugeriu a criação de uma princesa amazona que lutasse pelos ideais de paz, liberdade, justiça e igualdade.

Sobre a personagem: a Mulher Maravilha foi batizada de Diana e nasceu na Ilha Themyscira ou Ilha Paraíso, local inspirado na mitologia grega e que só habitava mulheres amazonas. Foi criada do barro pela sua mãe Hipólita, que pediu aos deuses que lhe dessem a vida. Diana foi presenteada com os poderes dos deuses do Olimpo, sendo considerada uma semideusa.

Sua história começa quando um avião pilotado por Steve Trevor cai nos mares da ilha, levando Hipólita, que não aceitava nenhum homem na ilha, a criar uma competição que decidiria qual amazona o levaria de volta a seu país de origem. Diana foi impedida de participar em função dos seus superpoderes, mas luta disfarçada e vence o torneio, partindo para o “mundo dos homens”, onde se depara com injustiças, desigualdades e violência.

Contudo, sua paixão por Trevor a faz decidir ficar e lutar por um mundo melhor, com mais justiça, igualdade e respeito. Surge, então, a Mulher Maravilha que se torna símbolo de força, empoderamento, inteligência e agilidade. Ela usa braceletes e tiara poderosos e tem sempre à mão seu laço da verdade, que faz com que aqueles que estão atados a ele não possam mentir.

Marston, se inspirou no movimento feminista que surgia nos anos 1940. A Mulher Maravilha é uma das poucas personagens femininas que não foi criada para viver à sombra de um herói masculino. Ela é poderosa, contra a ideia da superioridade masculina, empoderada, forte, dona de suas escolhas e cheia de coragem.

Hoje, 75 anos depois de sua criação, vivemos em uma sociedade que ainda é extremamente machista, na qual os homens ganham mais do que as mulheres, em que a mulher é exposta à violência doméstica, sexual e moral.

Ao mesmo tempo, lidamos com muitas vicissitudes e demandas, tentando gerenciar as responsabilidades com filhos, trabalho e atividades domésticas. A mulher ainda não tem poder representativo na política, mas contribui consideravelmente com o desenvolvimento social e econômico do Brasil. Pesquisas destacam que as mulheres ocupam 44% das vagas no mercado de trabalho, mas correspondem a mais de 51% da população brasileira.

A Mulher Maravilha sou eu, é você e todas nós, que buscamos construir um mundo melhor, com respeito às diferenças, com senso de justiça em um mundo que ainda é governado por homens em sua maioria e requer valorização, educação e mais amor.

Em cada uma de nós existe um grande poder de tomar decisões, enfrentar desafios, superar dificuldades e transformar a realidade na qual vivemos. Saque seu laço da verdade e use sua força para ser você mesma, para ser mais feliz, independente e autoconfiante. A grande inspiração da Mulher Maravilha está em nos mostrar que nós podemos ser o que quisermos.

É um pássaro? É um avião? (E eu acrescento: É uma estrela incandescente? Um meteoro? Ou uma nova geração de maravilhosas mulheres rasgando o espaço?) Não, é a Mulher Maravilha! Use seu poder e faça a diferença!


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terça-feira, 23 de maio de 2017

O barco e as ondas do mar


Por Beatriz Acampora

O mar tem muitas formas de se apresentar. Ele pode estar calmo, com poucas ondas; pode estar revolto, com grandes ondas; pode parecer fazer um carinho na areia ou querer devorá-la.

Quando alguém experiente entra no mar com um barco, primeiro o observa por algum tempo para compreender como ele está, qual a relação do mar com o vento e quais os riscos que pode enfrentar. O mar é respeitado.

Conduzir um barco mar adentro requer experiência e capacidade de tomar decisões diante de possíveis mudanças. Aquele que conduz não deve ser inocente perante a imensidão do mar.

Um capitão sabe que diante de um mar revolto em uma tempestade, só há uma forma de sobreviver: é colocar a embarcação direcionada para a onda e enfrentá-la insistentemente, sempre aprumando o barco em sua direção.

Se ele tentar fugir da onda, essa engolirá o barco; se tentar colocar o barco de lado, as fortes ondas o virarão; se o capitão se jogar ao mar com os marujos, o máximo que conseguirá é mergulhar onda a onda, sem avançar e com grande risco de morrer afogado ou de frio; do mesmo modo, se nada fizer, será derrotado.

Quando o capitão enfrenta as ondas, ele as ultrapassa, mesmo que a água entre um pouco no barco. Mas, ele sabe que é melhor se molhar um pouco e alcançar o seu objetivo do que falhar por medo de enfrentar o desafio.

Assim na vida como no mar: escolha seu rumo e vá. Se desafios, tempestades ou grandes ondas surgirem, siga em frente. Pois, a calmaria chegará e em novas águas você estará.

domingo, 14 de maio de 2017

E SE A VIDA TE DER UM LIMÃO?


Por Beatriz Acampora

Um rapaz que morava em uma pequena casa com grande quintal estava com muitas dificuldades financeiras e se sentia muito mal por não conseguir resolver alguns problemas que dependiam do dinheiro.

Ele andava meio triste, cabisbaixo e pouco falava. Perto de sua casa havia uma pequena venda onde ele passava ocasionalmente para dar bom dia e se queixar da vida ao Sr. Joaquim, que era um velho amigo de seu pai e sempre lhe dava bons conselhos.

Certa manhã, ao chegar na venda, percebeu que Sr. Joaquim estava muito quieto, no entanto, expressava aquele costumeiro grande e largo sorriso acolhedor em seu rosto. Como sempre, o rapaz reclamou da vida e perguntou ao dono da venda o que poderia fazer para ajudá-lo. Sr. Joaquim apenas sorriu e lhe deu um limão.

O jovem rapaz logo questionou: -“O que devo fazer com isso?” E Sr. Joaquim lhe disse: -“ Tenho certeza que neste limão você encontrará a resposta que precisa.” O rapaz ficou sem entender, mas se pôs a pensar como um limão poderia lhe dar respostas e começou a refletir sobre as possíveis utilidades para a fruta.

-“Posso usar o limão para cozinhar, mas não sei se me ajudaria muito, embora a comida vá ficar mais saborosa; posso usar como aromatizador, assim, a casa vai ficar cheirosa; também posso usar na limpeza, afinal, o limão ajuda a limpar muitos utensílios e até mesmo o chão. Mas, como isso pode fazer alguma diferença na minha vida?”

O jovem passou então a se recordar de alguns fatos relacionados a utilização de limões como, por exemplo, do caso envolvendo o irmão de sua vizinha que, certa vez, passou sumo de limão na pele e foi brincar no sol. Isso ocasionou o surgimento de várias queimaduras sérias. Também lembrou de seu primo, um simplório do interior, que certa vez pegou conjuntivite e os parentes inventaram de pingar limão em seus olhos como remédio. Com isso, só conseguiram uma forte sensação de ardência e aumentar o problema.

Lembrou, ainda, de sua tia que fazia velas aromáticas e sabonetes perfumados usando o limão como fragrância. Os clientes gostavam muito. Ah! Também veio à tona, em sua mente, todas aquelas brincadeiras do tempo da infância onde, um limão, era colocado dentro de uma meia velha. Podia-se dar um nó e fazer de bola para jogar futebol ou atirar nas latas e ganhar prêmios nas festas juninas e, muitas vezes, até mesmo imitar o futebol americano (mesmo sem saber as regras) as crianças da rua jogavam com o limão enrolado na meia. Foi uma infância humilde, mas feliz.

O rapaz se lembrou, então, de uma coisa que seu pai sempre lhe dizia: “- Se a vida te der um limão, faça uma limonada. ” Como ele realmente tinha um limão em suas mãos, foi para a cozinha, pegou a faca velha e enferrujada e cortou o seu limão no meio. 

Algo então ocorreu, ele ficou parado olhando para o verde limão, sentindo seu aroma, e saboreando, na memória, a deliciosa limonada que sua mãe fazia. Foi quando olhou pela janela e viu o sol iluminando o chão do seu quintal.

Ele foi até o quintal da casa com as duas partes do limão nas mãos e pensou: -“ E se eu plantar esse limão? Sim! Posso usar as sementes para plantar um limoeiro, afinal de contas, a limonada vai matar minha sede agora, mas, logo vai acabar. Um limoeiro, com certeza, vai me dar muito mais limões pelo resto da vida”. Pensando  assim, desistiu da limonada e plantou as sementes do limão.

Algum tempo depois tinha no quintal de sua casa um belo pomar de limoeiros e começou a vender as frutas para as pessoas do bairro que logo souberam da novidade. Rapidamente a notícia se espalhou pela comunidade e até mesmo restaurantes se tornaram clientes deste pomar.

Sr. Joaquim, vários meses depois, ao encontrar com o jovem rapaz lhe disse com convicção: -“Você fez bom uso daquele limão, construiu um futuro próspero que vai dar saborosas limonadas para muitas pessoas. ”

Assim, o rapaz teve certeza de que, na vida, é preciso ter paciência para plantar sementes, cuidar dos brotos e ver árvores darem frutos. As soluções momentâneas, em busca de prazeres imediatos, podem ser passageiras. Contudo, investir para ter uma colheita diária e permanente leva mais tempo, no entanto, é altamente recompensador.