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sábado, 19 de novembro de 2016

A ORIGEM



Por João Oliveira


Citado na Epopeia de Gilgamesh o deus Enki estava diante de um grande problema com a sua missão no terceiro planeta: seus comandados não queriam mais atuar nas minas de ouro junto com os Lulus Amelus. Liderando um grupo de cinquenta nefilim-anunnakis, Enki estava parado olhando sua oficial médica Ninti.

- Não deu certo, é necessário apurar mais a raça mestiça de trabalhadores. Esses que você criou, os Lulus Amelus, são imprestáveis.

- Eu aproveitei uma espécie local que estava em evolução, apenas acrescentei alguns elementos na cadeia genética. – Ninti disse em tom de seriedade e continuou – Para termos um trabalhador perfeito posso produzir clones em escala.

- Clones? Você quer dizer que serão feitos a nossa imagem e semelhança?

- Sim Enki! Fisicamente seriam tal como nós e teriam as mesmas capacidades intelectuais...

- Isso nunca! – Gritou Enki – Enlouqueceu? Para serem escravos e trabalharem sob nosso comando é necessário criar estratégias de segurança em seu próprio código de geração.

- O que sugere, meu comandante? – Falou Ninti, abaixando a cabeça demonstrando total submissão ao seu líder.

- É possível ditar no código condições psicológicas?

- Sim, claro...

- Então coloque o medo como principal emoção...

- Medo de que Enki?

- De tudo! Da morte principalmente, mas, medo do futuro, de adoecer, de não ter o que comer, de qualquer coisa e até mesmo medo do nada.

- Enki – disse com voz miúda Ninti – Medo da morte? Veja, tecnicamente falando e se eles se cuidarem ...

- Cale-se! – Gritou raivosamente Enki – Não diga isso em voz alta! Isso eles jamais poderão saber. Coloque o medo como elemento principal e também tristeza, raiva, nojo, espanto ...

- Enki, para ser justa devo colocar uma certa dose de alegria também.

- Sim, concordo, mas que seja breve, passageira. O medo não... esse deve ser permanente.

- Isso não iria prejudicar o desenvolvimento deles?

- Claro Ninti, essa é a intenção.

- Mas, isso também não irá atrapalhar a produtividade?

- Ninti, eles vão receber ordens. Serão coordenados! Não irão se desenvolver por conta própria e nem queremos isso. Basta terem medo e serem obedientes. Queremos escavadores, seres para transportar cargas pesadas e só isso.

- Assim será feito. – Disse Ninti, que se despediu de Enki e começou a caminhar para ir ao seu laboratório manipular as provetas de incubação.

- Ninti – Chamou Enki – Só mais um detalhe: essa programação deve estar fechada com sete chaves. Ninguém terá acesso ao destravamento dessa condição. Lembre-se: fechado a sete chaves.

- Sim, meu senhor – finalizou Ninti.

Segundo os escritos mais otimistas esse diálogo pode ter ocorrido há 450 mil anos. Os nefilim-anunnakis se foram com todo ouro que podiam carregar, vieram as catástrofes naturais e, entre elas, o Dilúvio. Mesmo assim, a nobre raça denominada Adam (Aquele da Terra) sobreviveu e arrastadamente prosperou em vários aspectos.

Ainda possuem, esses seres, segredos libertadores escondidos a sete chaves. Aqueles, dentre eles, que forem capazes de se libertar dessas amarras poderão usufruir de uma vida mais serena e feliz. Primeiro é necessário estar ciente dessa condição programada e, depois, procurar, chave a chave, a sua própria libertação, até chegar a Sétima Chave.







Conheça um pouco do Processo A SÉTIMA CHAVE

terça-feira, 15 de novembro de 2016

OS SETE MORTOS DO MONTE DE SIÃO



Por João Oliveira

O monte Sião possui algo em torno de 800 metros de altura e fica localizado na parte leste de Jerusalém, trata-se da montanha mais alta próxima à cidade Santa. Ali, muito antes do Monte Sião se tornar a cidade de Davi, que é citada na Bíblia nos livros de Reis e Crônicas, e onde Salomão construiu o Templo de Jerusalém, habitava um povo conhecido como os Jebuseus. Acreditam os mais antigos, pode ser deles esse conto que passo a revelar.

Mesmo não sendo muito alto o monte de Sião sempre inspirou alegorias e mitos na mente daquela população humilde que vivia em sua base. Talvez, pelo formato íngreme ou, pelo ruído que o vento faz durante as noites de verão, não se pode dizer ao certo de onde surgiram as lendas sobre esse local e, principalmente, essa que conta as desventuras de sete almas que lá encontraram o seu final.

O primeiro subiu ao monte em busca de saciar uma fome pulsante por todo o tipo de comida. Ele ouviu dizer (eram muitas as lendas sobre o monte) que lá no alto viviam deuses que se fartavam de todos tipo de alimentos em excesso. Fartura em uma festa permanente cheia de gostosuras vindas de todas as partes do mundo somente para saciar o paladar infinito dessas criaturas celestiais. Se encontrou tal buffet infinito, não sabemos, certo é que ele nunca mais foi visto e, portanto, se tornou o primeiro dos sete mortos do Monte de Sião.

Havia um homem no pequeno povoado que temia ter sua fortuna roubada. Não dormia direito protegendo seus valiosos metais. Um dia, teve a ideia de juntar tudo e, usando trinta mulas de carga partiu para o alto do monte em busca de uma caverna secreta onde pudesse esconder, de forma definitiva, toda sua riqueza material. Uma única mula desceu o monte anos depois, não trazia nada, magra e sedenta ela foi a única coisa que dele se soube. Tornando-se assim o segundo morto do Monte de Sião.

Outro, dominado pela busca do prazer carnal, não encontrava satisfação com nenhuma mulher que lhe compartilhasse o corpo. Informado que os mesmos deuses dos banquetes também praticavam orgias intermináveis, foi em busca desse local como forma de, finalmente, aplacar sua volúpia escravizante. Deste, que jamais se ouviu falar novamente, surgiu a fábula do terceiro morto do Monte de Sião.

Depois de ser preso várias vezes por não controlar suas emoções raivosas, o próprio povo expulsou um homem que desapareceu no Monte de Sião, ficando conhecido como o quarto morto deste lugar. Dessa pessoa, conta-se que explodia em ira por qualquer fútil motivo. Bastava ser contrariado para causar grande confusão entre as pessoas ao seu redor. Um grupo se reuniu e o baniu da comunidade, sendo visto pela última vez subindo o Monte de Sião.

O quinto morto deste monte era um sujeito por demais invejoso. A inveja lhe doía como uma doença e, um dia, pensou que se pudesse viver totalmente isolado dos outros seria mais feliz. Com esse pensamento escalou o monte e de lá não mais voltou. Se isso resolveu o seu problema não sabemos. De fato, como todos os outros que o antecederam nessa jornada, nunca mais nada se ouviu falar desse homem.

Houve também um jovem que não gostava de trabalhar. Ele vivia inventando desculpas e doenças para não ajudar o pai e seus irmãos nos trabalhos do campo. Não queria buscar água, não alimentava as criações, não ajudava na plantação e, sempre que possível, se escondia para dormir na sombra de alguma árvore. Aborrecido com as cobranças contínuas da família resolveu subir no monte em busca de paz e tranquilidade. Um lugar onde não seria perturbado pelas pessoas. Claro, você já deve ter imaginado, esse é o sexto morto do Monde de Sião.

O sétimo e último morto (que sabemos) do Monte de Sião lá subiu em busca de reconhecimento. Soberbo e vaidoso disse a todos que poderia se estabelecer no alto do monte ao lado dos deuses pois, somente eles poderiam reconhecer o seu real valor. Foi-se em uma tarde fria de inverno e dele, da mesma forma que todos os outros que citamos, nada mais se soube nos milênios seguintes.

Provavelmente é só uma dessas histórias que o povo inventa afim de ensinar lições de moral. É possível perceber que cada um deles representa um pecado capital e como castigo encontraram a morte no alto do monte de Sião. O que não se conta, nesse pequeno texto mitológico, é que todos nós podemos desaparecer em nuvens exaladas pelos excessos de nossas convicções e desejos.

O monte simboliza o afastamento da realidade que pode nos levar a um lugar de onde jamais poderemos voltar. O monte é o externo, fora de nós, onde muitas vezes buscamos algo que está dentro de nós. Quando não reconhecemos que a falta é interna nada em altos montes poderá completar o vazio. Da mesma forma que devemos ter cautela na resolução de nossas paixões, pois, nenhuma velocidade é suficiente se estamos indo na direção contrária.



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segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Fragmentos



Por Beatriz Acampora
Psicóloga (CRP05/32030) – Arteterapeuta - Escritora
Talvez uma das coisas que as pessoas façam todos os dias das suas vidas é se olhar no espelho: para se arrumar, para avaliar como está sua apresentação pessoal, para encontrar algum defeito ou até mesmo acertar algo que possa parecer fora do lugar. Uma ou outra pessoa se olha no espelho para se elogiar, mas isso é raro em um mundo de competições e comparações.
Assim é a nossa personagem: ela foi desacreditada por seus pais durante toda a sua vida, até que, quando cresceu, em meio a muitas dificuldades de relacionamentos, tinha a pior de todas as relações: consigo mesma. Não gostava de se olhar no espelho e até mesmo evitava que isso ocorresse.

Em sua casa havia um único espelho de porte médio que não a refletia de corpo inteiro. Ela buscava mantê-lo coberto por um pano e, muito raramente, quando precisava ver como estava seu cabelo ou sua roupa, em função de alguma reunião importante no trabalho, ela descobria um pequeno pedaço do espelho e se via rapidamente.

Aprendeu a passar batom, pentear o cabelo e até mesmo se maquiar sem precisar do espelho, apenas dava uma rápida conferida no final para ver se estava tudo ok. Em seus momentos livres dava preferência aos livros e filmes, alguns encontros com poucos amigos e ficar com seu gato.

Certo dia, chegando do trabalho, viu algo inusitado: muitos reflexos luminosos no teto e um monte de fragmentos de espelho no chão. Seu gato miava sem parar e ela já havia entendido que muito provavelmente aquilo foi um acidente que o envolvia diretamente.

Ela respirou fundo e foi limpar a bagunça. Enquanto colocava cuidadosamente os pequenos pedaços do espelho em um pedaço de jornal se distraiu com as formas diferentes que eles tinham e olhou para um deles com atenção. Viu, então, seu olho direito e sua sobrancelha. Percebeu que aquele olho era bonito, amendoado, diferente de tudo o que ela já tinha visto: nem acreditou que aquele olho era dela.

Pegou um outro fragmento de espelho e viu sua boca, percebeu que era carnuda, bela e que tinha qualidades nunca apreendidas. Em um outro pedaço de espelho, viu seu nariz: ela nunca tinha sequer analisado a importância do seu nariz – era por ele que ela respirava e estava viva.

Decidiu guardar alguns fragmentos do espelho e todos os dias brincava de se olhar através deles e se divertia com possibilidades nunca antes vislumbradas: partes do seu corpo que apenas tinha conhecimento da existência porque simplesmente fazem parte do corpo de todas as pessoas. Mas a consciência delas fazia toda a diferença. Dentro dela foi se reconstruindo, pedaço a pedaço, fragmento a fragmento, valorizando cada parte de si, restaurando sua autoimagem.

Em uma manhã acordou se sentindo tão bem que abraçou seu gato e agradeceu pelo incidente, foi até a casa de sua vizinha, pediu para se ver no espelho dela. E quando se olhou, pela primeira vez em muito tempo, de corpo inteiro, viu uma mulher linda, inteligente, que superou muitos obstáculos e que era capaz de ser feliz do jeito que era: inteira.

A partir daquele dia o espelho se tornou seu melhor amigo. E todos os dias ela sorri para ele e ele sorri de volta para ela. A vida ficou mais fácil simplesmente porque ela passou a acreditar em si mesma, a se respeitar e se amar sem que fosse preciso nenhuma mudança.

Se a vida pode ser difícil, ela também pode ser doce. Quando a vida se apresenta como dura, com restrições e poucas alternativas, ela também se revela nas possibilidades em pequenos detalhes que podem fazer toda a diferença. É preciso ter olhos curiosos e ver através de fragmentos que transformam.