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sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

SINTONIA




Por Beatriz Acampora


Em uma comunidade muito pobre existe uma mulher que tem cinco filhos e trabalha em casa lavando roupa para fora. Ela tinha um rádio muito antigo com o botão quebrado que a impedia de trocar de estação. Seu desejo era ouvir músicas alegres, notícias engraçadas, mas todos os dias ela ouvia a mesma estação de rádio, que só tocava músicas tristes, o locutor quase não falava e quando dizia algo era em tom melancólico, desanimado. 

Ocorre que ela não tinha dinheiro para comprar outro rádio e nem ninguém que ela conhecia poderia ajudá-la a ter um rádio novo. Com isso, ela se acostumou ao seu rádio velho de uma única estação de rádio. As músicas tocadas a deixavam triste, abatida, mas isso se tornou algo comum para ela. 

Todos os dias ela fazia a mesma coisa: lavava roupa para os clientes ouvindo a mesma estação de rádio, até que em uma certa manhã, uma amiga, também muito humilde, a convidou para ir em uma excursão a uma cidade vizinha. Ela ficou hesitante, mas aceitou. 

No ônibus havia um rádio moderno e, como ela chegou cedo, pôde conversar com o motorista e ouvir um pouco de cada estação de rádio, sentada na escada do ônibus. Gostou de várias e percebeu que as músicas, o tom de voz do locutor, tinham uma energia que contagiava e faziam ela se sentir de muitos modos diferentes. 

Percebeu, então, que precisava sintonizar em uma estação diferente da que tinha se habituado em seu velho rádio com botão quebrado. E, ao voltar da excursão, decidiu jogar fora o aparelho danificado. Colocou em sua mente que era merecedora de um rádio novo e que os meios para adquiri-lo iam surgir. 

Foi aí que ela teve a ideia de criar um trabalho extra e passou a fazer comida sob encomenda. Todo o lucro deste novo empreendimento era guardado. Depois de algum tempo, na véspera do ano novo, ela conseguiu ir a uma loja e comprar um rádio novo. 

A felicidade de experimentar sintonias de ondas de rádio diferentes era tanta, que ela decidiu que a partir daquele dia só ouviria músicas alegres, que inundassem seu ser com bons sentimentos. 

Na vida todos nós temos um rádio interno que precisa ser constantemente ajustado. A evolução e o aprendizado requerem novas práticas, novos rumos. E qualquer mudança se torna muito difícil quando se persiste em sintonizar no velho, ultrapassado, que não é mais útil e que cria desconforto. 

O problema é que é mais fácil se habituar a algo ruim e criar uma zona de conforto do que investir na mudança necessária para uma nova frequência. Parece um tanto clichê afirmar que “você é o que você pensa”, pois isso já é amplamente divulgado. O filósofo Descartes cunhou a célebre frase “penso, logo existo”. E se apreendermos o modo como nos conduzimos pela existência, veremos que é o pensamento e as estruturas afetivas que formam suas bases, que criam uma determinada sintonia com o mundo. 

O filtro que uma pessoa utiliza para interpretar algo como bom ou ruim, o modo de lidar com uma nova experiência, a compreensão de um fato, tudo isso tem como base a vibração do indivíduo com ele mesmo e com tudo que o cerca. 

É hora de pensar em ouvir novas estações, abandonar o velho rádio quebrado e escolher uma nova sintonia. O Universo vibra junto com você e aquilo que é colocado nele tem retorno rápido em grandes proporções. 

Um novo ano se aproxima, novos sóis, novas luas, oportunidades de crescimento, de mudança, aprendizado e de felicidade: a renovação só depende da sua escolha de exercer sua liberdade.

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