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sexta-feira, 10 de julho de 2015

PERSONALIDADE TIPO C


Por: João Oliveira - Psicólogo (CRP 05/32031)

                Quando Amussart em 1854 disse: “- A influência do luto parece ser a causa mais comum de câncer”, ele já estava lançando uma luz sobre a influência dos estados emocionais e o surgimento deste perfil de doença.

                Sabemos que o câncer, no seu perfil mais amplo, se trata de conjunto de doenças em que células anormais do corpo se multiplicam e se espalham de maneira descontrolada, formando uma massa tissular (unida) que chamamos de tumor.  Diferem em formas e tipos:

Metástase – processo em que células corporais malignas proliferam em grande número e espalham-se para os tecidos corporais circundantes.

Carcinoma – câncer das células epiteliais que cobrem as superfícies internas e externas do corpo; inclui o câncer de mama, de próstata, de pulmões de pele.

Sarcoma – câncer que ataca os músculos, ossos e cartilagens.

Linfoma – câncer do sistema linfático.

Leucemia – câncer do sangue e do sistema produtor de sangue.

Para todos os casos nós possuímos células imunológicas que patrulham o corpo constantemente, em busca dessas células anormais, as quais são localizadas e mortas. Entretanto, quando o sistema imunológico é saturado pelo número de células cancerosas, enfraquecido pelo estresse ou, ainda, por algum outro fator, o sistema de vigilância do sistema imunológico é suprimido e o câncer pode se desenvolver.

Claro que muitos são os fatores de risco, muitos deles ambientais, que podem ampliar a possibilidade do desenvolvimento da doença: fumo, tabagismo passivo, perfil da dieta alimentar, uso do álcool, estilo de vida sedentário, histórico genético, substâncias químicas tóxicas, radiação, poluição entre outros.

No entanto, pesquisadores perceberam que existe um perfil de personalidade com maior probabilidade de desenvolver o câncer: a personalidade tipo C (propensa ao câncer). Acredita-se que as pessoas mais passivas e obedientes, do tipo que não reclamam de nada na vida e que tem muita dificuldade para expressar suas emoções são mais vulneráveis ao câncer.

Pessoas que podem confundir suas próprias emoções e, ao invés de perceberem uma angústia profunda, por exemplo, sentem dor no corpo. Outras abafam seus sentimentos reprimindo a própria raiva e ódio ou, vivem em uma amargura pela não realização dos seus próprios sonhos, focando seus pensamentos nas desventuras e não nos possíveis projetos futuros.

Aqui mora um dos segredos da história: o que conhecemos por ser uma excelente pessoa, que tudo faz para agradar a todos ao seu redor, pode esconder, de fato, um ser em grande sofrimento.

Antes de pensar em um possível tratamento multidisciplinar onde as modernas técnicas médicas se aliam aos psicólogos comportamentais (com vastas ferramentas inclusive a hipnose clínica), devemos moldar nosso estilo de vida para um formato mais adequado a uma existência emocionalmente saudável.

Se não for capaz de ressignificar uma emoção, alterar sua percepção com a elaboração do pensamento:  vivencie-a! Não reprima suas emoções, isso pode custar caro em todos os aspectos da vida.









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