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domingo, 26 de julho de 2015

O VÍCIO DA MÁ ALIMENTAÇÃO

Por Beatriz Acampora

O cérebro humano é realmente fantástico: ele se acostuma a tudo em uma tentativa constante de adaptação e sobrevivência neste mundo. Se você dá uma mamadeira com o pior dos refrigerantes para uma criança, ela pode até fazer uma careta no início, mas com certeza começará a se acostumar e, com o tempo, até mesmo irá pedir o tal refrigerante, principalmente se o hábito de o ingerir for comum em sua família. 

Em pouco tempo é possível criar um hábito e até mesmo começa-se a justificar o porquê dele, ainda que a justificativa não tenha lógica alguma. Nesse sentido, é possível você ouvir os mais diversos argumentos em prol de hábitos alimentares caóticos, desorganizados e realmente prejudiciais à saúde.

Cada organismo é singular e, portanto, cada pessoa deveria aprender a reconhecer o que lhe faz bem o mal para que possa se alimentar daquilo que é realmente funcional e adequado a um estilo de vida saudável e também de acordo com seus valores.

A alimentação deve ser apreendida para além do que é gostoso ou não, pois o paladar pode ser treinado, pode ser reinventado e até mesmo se adaptar a novas experiências. Além disso, nem tudo o que é gostoso faz bem ao seu organismo. E nem tudo o que faz bem tem o gosto ruim. Então, comer bem é também uma questão de perspectiva. Do que você é capaz de fazer para ter uma rotina saudável em relação à comida: sem excessos para mais ou para menos.

Para isso é importante ouvir o que o corpo diz após comer algo. Um bom exemplo é uma pessoa que gosta de pimenta, mas toda vez que come pimenta passa muito mal e, ainda assim, continua a comer muita pimenta. É preciso encontrar o equilíbrio entre os desejos e o que é aceitável pelo corpo.
Você já deve ter ouvido o seguinte ditado: “uma gota de veneno ainda é veneno”. Não é preciso ser radical, mas é importante avaliar como os seus hábitos alimentares prejudicam seu organismo e começar a incluir coisas que fazem bem e tirar aquelas que fazem mal.

Mas como mudar um hábito alimentar? Tomemos esse exemplo: se todo dia após as refeições você come um doce, você pode começar retirando o doce após a janta e depois de uma semana começar a comer o doce no almoço apenas a cada dois dias, depois de mais algum tempo come-lo apenas a cada três dias, até chegar em uma vez por semana ou até mesmo parar de comer doces após as refeições. O cérebro reaprende que é possível ficar sem aquilo. É como um processo de largar um vício, tem que ir se afastando dele progressivamente até que o cérebro reconheça que é possível viver sem ele.

Nesse sentido, o “só por hoje” funciona muito bem. Busque criar frases positivas para dizer a si mesmo. Por exemplo: “Só por hoje terei uma alimentação saudável” ou “comer de forma correta me deixa bem comigo mesmo”, ou ainda, “Eu posso ficar sem isso hoje”.

O mais perigoso do processo dos vícios alimentares é que os pais são exemplos para os filhos e temos cada vez mais crianças e adolescentes se alimentando de forma disfuncional porque um determinado hábito é praticamente imposto a eles. Hoje temos crianças que podem até ter o peso considerado normal, mas que apresentam taxas altas em relação à glicose, colesterol e triglicerídios, ou seja, não é um problema ligado somente à obesidade.

É preciso pensar em curto, médio e longo prazo e buscar uma alimentação que possa ser fonte de energia e vida e não de prováveis doenças. Hoje a longevidade é mais ampla e provável para todos e precisamos pensar: Como queremos chegar lá? Qual o impacto do que comemos hoje para nossa vida no futuro? Seremos capazes de chegar à terceira idade com saúde para aproveitá-la?


Apenas reflita hoje e mude o que precisa ser mudado em prol da sua qualidade de vida hoje, amanhã e depois. 

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