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segunda-feira, 27 de julho de 2015

O VALOR DA PRODUÇÃO

Por João Oliveira - Psicólogo (CRP 05/32031)


Quanto vale hoje uma inserção comercial em um horário nobre da televisão em rede nacional?

Não menos que alguns milhões de reais em uma única campanha.  Em julho de 2015, por exemplo, a inserção de 30 segundos (apenas uma) no programa Fantástico da Rede Globo aos domingos custava R$ 524.100,00 de acordo com o site Bastidoresdatv. Isso nos dá uma breve ideia do peso dos investimentos feitos pelas grandes marcas brasileiras.

Mas, não é só isso.  Uma produção de qualidade, um VT que seja estimulante não é nada barato e, muitas vezes, pode até ser mais caro que a própria veiculação. Como é o caso dos comerciais da Coca Cola exibidos nas finais de campeonatos de futebol americano. Alguns desses vts são exibidos uma única vez e são aguardados pelo público como parte do espetáculo em si.

Ainda não acabou: temos os cachês dos artistas e modelos que, dependendo de seu impacto de credibilidade junto ao público telespectador também possui valores milionários.  No caso, o comercial que focamos, é apresentado por um casal que possui um grande apelo popular e conquistou um incomparável afeto das famílias brasileiras após passar por um acidente aéreo que, por pouco, não vitimou todos os integrantes do voo.

Assim, vale à pena lembrar mais uma vez, o peso do investimento em uma campanha nacional é algo monstruoso e, portanto, deve ter todo cuidado possível para não enviar mensagens contraditórias ao telespectador.

Não acredito que o custo de um profissional em Análise Comportamental poderia inviabilizar uma produção dessas. Acho até, me perdoe se exagero, que o valor desse profissional, para acompanhar as gravações e orientar os atores envolvidos, seria menor que o coffe brake servido durante as filmagens.

A presença desse especialista seria uma garantia que, os sinais ideomotores emitidos pelos apresentadores do produto, não criassem uma incongruência comunicacional. Assim eles poderiam ser evitados e não estariam prejudicando a mensagem principal para a qual, tantos milhões foram investidos.

A mídia ainda deve se recordar do nosso famoso James Vicary com seus experimentos com mensagens subliminares em 1957. Imagine que se algo imperceptível à visão ou audição pode alavancar algum tipo de consumo diferencial, o que pode, então, causar na audiência um movimento claro de cabeça e ombro em negação ao que está sendo dito?

Como publicitário e psicólogo especialista em comunicação não verbal com mais de uma centena de treinamentos realizados de forma presencial e on line, só posso dizer que tem gente com dinheiro sobrando e informação faltando.

O Brasil é rico em profissionais competentes. São muitos os talentos em Análise Comportamental só no eixo Rio/São Paulo.  Alguns são fenômenos naturais que nem mesmo uma formação acadêmica possuem e isso, acredite, não tira o valor de suas análises.

Da próxima vez que pensar em investir em uma comunicação de vídeo – seja um produto ou uma ideia – procure apoio de um analista comportamental. Esse profissional pode ajudar a potencializar a mensagem que está sendo enviada. Lembre-se de que, comunicação é o que se entende e não o que é dito.


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