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sexta-feira, 1 de maio de 2015

PEQUENAS METÁFORAS II


Por João Oliveira

TIGRES

   Já tarde da noite na floresta um grupo de tigres conversam animadamente:
- Já reparou no sabor diferente dos humanos de acordo com a religião de cada um?
- Sim... é verdade! Mas porque isso acontece?
- Olha! – Disse um mais velho – Eu acho que é por conta da alimentação. Algumas religiões são contra comer carne vermelha, por exemplo, assim o sabor da carne dos humanos fica mais adocicado.
- Hum... mas eu prefiro os mais salgadinhos. Como faço para diferenciar na hora do ataque?
- Muito fácil: os que não correm são hares krisnhas e espíritas (nem sempre o gosto é bom); Os que começam a rezar baixinho são os católicos, às vezes alguns são bem gordinhos e saborosos; aqueles que gritam apontando o dedo para o alto são os islâmicos e os que começam a tentar negociar conosco são os judeus.

GALINHAS

   O galinheiro estava em polvorosa era a segunda reunião da semana:
- Isso não pode continuar assim! Temos nossos direitos! – Disse um galo sobre o poleiro mais alto fitando as quase 300 galinhas.
- O que devemos fazer? – Perguntou uma das galinhas em meio à multidão revoltada.
- Devemos exigir melhores rações, mais espaço para ir e vir, direito a cuidar de nossos próprios filhos. Alguma de vocês já viu seus pintinhos depois que nascem? Vocês só veem os ovos, isso está errado!
      Essas palavras realmente incitaram as galinhas que começaram a cacarejar muito alto. Assim, o dono da fazenda, pensando que era fome, começou a jogar milho no galinheiro. As galinhas entraram em debandada, cada uma procurando comer mais que a outra. Acabou a reunião.
       O galo, triste no alto do poleiro filosofou:
- Triste das galinhas que são controladas pelo milho de cada dia.

PATOS

        Nas ruas de uma cidade da Europa:
- Então você entendeu?
- Claro, você aparece e faz gracinhas com os turistas que eu faço a minha parte.
- Perfeito! Veja lá vem um pequeno grupo...
      Dito isso o pato voou até o turista e começou a bicar no chão na frente deles.
- Oh! Coitado, ele deve estar com fome – Disse uma senhora.
- Tome aqui minhas batatinhas fritas – Se aproximou um homem.
- Ele é lindo! – Falou um rapaz.
       Logo um grupo já estava em volta do pato engraçado enquanto outros patos se aproximaram por trás dos turistas que estavam interditos. Sem muito aviso, os patos voam e o pato artista acompanha os demais.
- Então, o que conseguimos? – Pergunta o pato que atraiu os turistas;
- Duas carteiras cheias, um passaporte, dois relógios e um celular smartphone.
- Excelente! Ninguém é melhor que nós: os Patospockets!

PORCOS

- Percebeu que o chiqueiro está diferente?
- Não notei. O que mudou?
- O cheiro... estou usando agora uma lavagem mais suave no ambiente. Veja, as cascas estão todas desse lado e as sobras desse. Não ficou mais arrumado.
- Querida, você sabe que nem reparo nessas coisas. Ficou bom é verdade, mas isso não era necessário. Tanto trabalho à toa.
- Não é à toa não, nós merecemos coisa melhor. Você é que é um ignorante e não valoriza o que é bom.
- Cadê as crianças?
- O fazendeiro passou aqui cedo e as levou. Saiu com a caminhonete cheia de animais em direção à cidade.
- Que bom. Pelo menos assim teremos uma noite tranquila.
- Quando ele voltar vou tentar me fazer entender sobre a nossa dieta: têm muito carbo-hidrato aqui... parece que ele quer matar a gente de gordo.
- Bom! Vale lembrar o que aquele leitão maluco falava, que ele nos engorda para depois nos matar e comer.
- Ridículo. Quem iria comer animais que se alimentam de restos e vivem na lama andando sobre as próprias fezes? É isso que nos protege amor: nossa miséria!




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