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terça-feira, 18 de março de 2014

ENTREVISTA COM O MAL




 Por João Oliveira

Entrevistador - Hoje temos aqui em nossos estúdios a presença do Mal que vai conversar conosco! (aplausos)

Mal - Muito obrigado é realmente um grande prazer poder estar aqui esta noite.

E. - Antes de tudo gostaríamos de saber por que você existe e o porquê de tanta maldade?

M. - Me perdoe, mas eu acho que você fez duas perguntas distintas. Vejamos, a minha existência em princípio não é boa ou ruim, isso depende de várias coisas como interpretação e reação. Já a maldade é um ato consciente em busca de um resultado específico fruto da ação de, e somente de, um ser humano.

E. - Como assim? Somente os seres humanos são aptos a promover a maldade?

M. - Exatamente. A maldade é um ato direcionado com a expectativa de um resultado negativo para outrem. Não existe maldade no mundo natural, só quando está presente uma intenção, o que é próprio do ser humano.

E. - Mas se a maldade depende de um ato, não ajudar uma pessoa em sofrimento então seria o quê?

M. - Podemos pensar de duas formas sobre esse tema. Primeiro, se a pessoa não ajuda desejando o pior para quem necessita, sim isso é maldade. Segundo modo de pensar, se a pessoa tem essa atitude sem nem mesmo pensar nas consequências para o sofredor não é maldade, é algo pior: indiferença.

E. – Mas uma família passando fome, pessoas doentes, enchentes isto não é uma maldade de Deus?

M. – De jeito algum! São consequências de abandono, falta de cuidado consigo mesmo e movimento natural de chuvas e rios. A natureza, força de Deus no planeta, é o que é e pronto. O homem é que se enfia no meio e, portanto sofre as consequências disso. O mar não avança porque deseja tomar casas de ninguém, as pessoas é que se colocam, cientes ou não, em locais dentro do perímetro de sua movimentação.

E. – E você, quando vai parar de fazer mal as pessoas?

M. – Mas, eu não faço nada! Eu existo fruto da condição comportamental humana. Veja bem, aquele copo cheio de água em cima dessa mesa. Se você o pegar e regar uma planta será um ato caridoso e bem recebido pelo pequeno vegetal. No entanto, se você pega o mesmo conteúdo e joga dentro de um formigueiro será uma tragédia para centenas de pequenas formigas. Não é responsabilidade do copo, ou mesmo da água, o que você fez. Assim funciona comigo, só passo a existir quando a intenção está presente. Mas, eu posso deixar de existir no alvo da maldade executada.

E. – Mais uma vez estou confuso, como assim a maldade pode deixar de existir após ser feita?

M. – Muito simples: o que hoje é visto como um ato de maldade, amanhã, ressignificado pode ser interpretado como um momento propenso para mudanças e reflexões. Rotas são alteradas e destinos são novamente traçados por pessoas que, em algum momento de suas vidas, foram alvos da maldade alheia. Assim, essas vítimas, podem sofrer verdadeiras transformações.

E. – Mas nem sempre é boa!

M. – Sim, é verdade. Isso vai depender da capacidade de cada um de fazer escolhas assertivas.

E. – Então você pode ser útil?

M. – Na verdade sempre sou. Mesmo quando o sofrimento é grande e as pessoas perdem o rumo, eu sou a ferramenta que permite o livre arbítrio. As pessoas podem escolher praticar o mal, ou não. As consequências ruins de retorno não surgem dos alvos afetados pela maldade. Que isso fique claro: jamais culpe o outro, após praticar alguma maldade, de um revés em sua vida. É natural que, em algum momento, exista uma volta da energia colocada intencionalmente no ambiente natural. Mas, aqui entre nós, acredito que toda pessoa ruim sabe disso muito bem.

E. -  E a morte? Quando é que você vai parar com essa maldade de matar criancinhas?

M. – Acho que não tenho condições de continuar com esta entrevista, esta pergunta idiota me deixou passando mal.

quinta-feira, 13 de março de 2014

A CURA




Por João Oliveira


Muito se fala sobre as terapias alternativas e a capacidade da mente em curar o próprio corpo. Sempre que o assunto penetra neste universo, surge a palavra hipnose. Grande parte da população, infelizmente, não conhece bem o tema e pelo senso comum às vezes chega a conclusões equivocadas quanto à utilização dessa excelente ferramenta de apoio ao processo de cura.


Em primeiro lugar, devemos saber que praticamente todas as doenças que afetam o homem moderno tem como base algum distúrbio psicoemocional. Podemos dizer que três perfis podem estar fora deste pacote: as doenças congênitas (nasceu com), as possíveis hereditárias (minha família tem então eu posso ter também) e as que surgem por efeito ambiental (vírus letal, acidentes, efeito danoso de radiações, frio ou calor e etc.).


Mesmo assim, os males oriundos destas três possibilidades, podem ser amenizados com sugestões dadas enquanto a pessoa que sofre está induzida a um estado alterado de consciência. 


Alguém pode dizer que a gripe, por exemplo, não tem origem em algum distúrbio na esfera emocional. Pode ser, mas, neste momento eu tenho alguns vírus de gripe em meu organismo (e outros também) e não me encontro acamado. Ocorre que, as doenças oportunistas, esperam uma baixa no sistema imunológico para terem uma vitória e prosperarem no organismo. Uma forte ansiedade, estresse ou aborrecimentos do dia a dia, cheio de percalços, são capazes de causar alterações significativas em nosso sistema de defesa abrindo a brecha para o desenvolvimento de muitos males.


 A Hipnose Clínica, que difere de outros tantos tipos de hipnose, consegue subtrair sintomas e ressignificar conteúdos latentes nas estruturas emocionais. O problema pode residir quando, na pressa de ser ver livre do sintoma que aflige, o sujeito apenas subtrai o sintoma se esquecendo de ressignificar a causa do mesmo.


Ocorre que todo sintoma esta à serviço de uma causa. O ponto de origem (trauma/recalque) muitas vezes não está claro no inicio da abordagem terapêutica e, dependendo do caminhar da psicoterapia, pode levar algum tempo para que seja desvelada a causa principal do sintoma hoje aparente. Assim sendo, subtrair o sintoma não é cura. Trata-se, apenas, da retirada do som da campainha que alerta que alguém está à porta apertando o botão. Mesmo que não seja possível ouvir o som incômodo dentro da casa, a pessoa que deseja entrar continuará apertando o botão. Quando ela perceber que isso não surte efeito, irá bater à porta com as mãos ou gritar lá fora que deseja entrar até que seja ouvida por alguém.


Simplificando: sem ressignificar a causa principal do sintoma psicoemocional, a doença pode voltar até mesmo com outro perfil. Muitas vezes pode ser até pior que o primeiro.


Dessa forma a Hipnose Clínica é uma ferramenta de apoio a serviço dos profissionais de saúde na orientação da cura. Em principio, ela não é a milagrosa e rápida cura, mas, ajuda muito acelerando este processo de maneira sem igual. Hoje, no Brasil, muitos profissionais de saúde já estão legalmente amparados para utilização deste instrumento: médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas entre outros. Ocorre que não existe uma legislação específica e, qualquer um que possua conhecimento pode se intitular Hipnólogo. Não há mal nisto, afinal a hipnose pode ser usada de formas diversas e, até mesmo, como entretenimento em shows de mágica causando impacto teatral nos palcos.


 Mas, alerta dado, jamais se deve abandonar qualquer tratamento em andamento se baseando na utilização da hipnose pura e simples. Seria o mesmo que usar uma anestesia para abafar a dor de um dente sem, contudo, realizar a extração do nervo no canal. Após algum tempo a dor ira surgir novamente. Então, em casos de doenças graves, a Hipnose Clínica deve se precaver de estar levando o cliente/paciente que sofre a uma abordagem mais ampla que deve incluir o processo psicoterápico na busca do ponto inicial que disparou o surgimento do sintoma. Uma vez equilibrado o sistema emocional, o mesmo se dará com o imunológico e as funções de produções endócrinas, que estarão normalizadas provendo saúde ao corpo.


Bem aplicada, por profissionais competentes, a Hipnose Clínica é um instrumento fantástico de apoio à manutenção ou recuperação da saúde plena. Lembre-se que hoje lidamos com várias doenças criadas pela mente. Se ela criou, com certeza deve ter também a solução para a cura.


quinta-feira, 6 de março de 2014

MENTALISMO



      



 Por João Oliveira



      - “Vejo alguém na sua vida, alguém que você gosta muito, mas que não corresponde da mesma forma... também vejo uma pessoa que não gosta de você. Ela finge ser sua amiga, mas, na verdade, quer o seu mal.” 


          Esqueça isso! 


Isso não é nem nunca foi Mentalismo, no máximo é uma cartomante de rua que nunca estudou as técnicas desta arte que tem seu início praticamente junto com a humanidade. De fato, a primeira apresentação de um mentalista profissional se deu em 1572 com o italiano Girolamo Scotto, mas ele não entrou para história por isso e sim por ser dono da maior gráfica de Veneza que produziu livros de ciências, filosofias e partituras musicais.


          O real Mentalismo é um conjunto de técnicas específicas que, quando bem administradas, conseguem dar uma ilusão que algumas pessoas são capazes de ler mentes fazendo todo tipo de incríveis adivinhações. Alguns destes “poderes” são baseados no firme conhecimento de cálculo mental rápido e hipnose de palco,  já outros efeitos vão depender de algum treinamento específico para causar impacto como: telepatia, adivinhação, clarividência, controle da mente, implante de pensamento e premonição.          


            A Leitura Fria, por exemplo, é uma forma de obter o máximo possível de informação sobre a pessoa apenas observando sua linguagem corporal e pequenos detalhes que ela apresenta como corte de cabelo, cuidados com a pele e unhas, tipo de sapato que usa e etc. Podemos extrair muito conhecimento a respeito de tal pessoa e com isso direcionar nossa abordagem.


          Um segundo nível se chama Leitura Quente, é quando já estando municiado de informações oriundas da Leitura Fria, o mentalista pode fazer afirmações gerais sobre a pessoa e sobre seu perfil psicológico. Neste ponto o conhecimento de Análise Comportamental é essencial para poder traçar um histórico emocional pelas marcas de expressão.


          Graças ao efeito percebido por psicólogo Bertran R. Forer, em 1948, as pessoas supervalorizam de forma positiva as avaliações sobre sua personalidade. Assim, unindo técnicas que apresentam informações reais com a capacidade de usar conteúdo generalista, o mentalista treinado terá sempre sucesso com qualquer pessoa.


          Agora, quando a confiança está estabelecida, o mentalista pode arriscar a aplicar outras modalidades de atuação como leitura do pensamento, e isso vai exigir dele conhecimento de microexpressões faciais e de movimentos ideomotores; “Pescaria” quando ele faz afirmações diretas sobre temas que só a pessoa tem acesso e todo o tipo de adivinhações; e rotinas sem uso de qualquer equipamento ou trucagem, apenas usando uma observação apurada da pessoa que está à sua frente.


          Estes conhecimentos são úteis para qualquer pessoa. Pois, quem os domina, se sente seguro em qualquer ambiente, se comunica melhor com as pessoas causando sempre uma excelente impressão em suas argumentações, pois, lembre-se que gostamos mais de nossos iguais, e um mentalista sabe falar exatamente aquilo que você gostaria de ouvir.


          Não se trata de enganação e sim da arte de influenciar pessoas e conseguir o melhor de qualquer relação. Sendo assim este naipe de técnicas serve a qualquer profissão que tenha relação direta com pessoas. Um passo além da já rica Análise Comportamental. Já os que desejam ser o centro das atenções ou elevar sua autoestima, não há nada melhor para atrair admiração do que alguém com capacidades intelectivas mais apuradas.


          Por tudo isso resolvemos abrir no Rio de Janeiro a partir de março de 2014  “Mentalist: O Curso”, que reúne em quatro encontros – um sábado por mês -  as melhores técnicas de fácil aprendizado  para tornar qualquer pessoa, que deseje melhorar suas aptidões, um bom mentalista.


          Todo aprendizado sobre como as pessoas pensam é válido, melhor ainda são aqueles conhecimentos que podem mudar nosso próprio modo de pensar.
 




Mais detalhes no link: http://tinyurl.com/kxnaqnm