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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

SER BOM É RUIM?





Por João Oliveira


               Certos comportamentos parecem ser uma regra em alguns seres humanos: a ingratidão é um destes. Mas porque ele ocorre?

               Uma explicação simples é que não devemos ajudar quem não nos pede ajuda; isso causa desconforto e, com o tempo, um movimento de evitação por parte da pessoa que recebeu o auxílio. Como ela não tem condições de retribuir o que recebeu acaba se afastando do seu benfeitor que, por sua vez, entende isto como uma falta de reconhecimento pelo que fez.

               Outra, ainda mais complexa, é que toda ajuda caminha ao lado de uma humilhação velada. Mesmo atuando com boas intenções o sujeito que presta auxílio o faz por estar em melhores condições emocionais e/ou financeira e, justamente esta posição, faz reflexo em quem recebe, que sofre por não poder estar na posição do amigo. Nesse caso, pode até se transformar em inveja.

               Certo é que, nos dois casos, a história sempre acaba mal. Quem recebeu ajuda sofre por seus motivos e quem se esforçou em socorrer sofre mais ainda por não ter nenhum agradecimento de retorno em igual tamanho. Aí está a chave da questão: esperar reconhecimento.

               Na verdade, qualquer tipo de contribuição que possamos fazer para melhorar alguma condição de um amigo, parente ou quem quer que seja, deve sempre estar acompanhada de certo grau de indiferença. Não fique surpreso, a palavra é esta mesma.

               Você pode ficar feliz de cumprir com sua “missão” de ser uma boa pessoa na terra, mas, jamais crie elos emocionais com a pessoa que você está ajudando. Não espere, nunca, que ela devolva algo para você, nem mesmo um sorriso de agradecimento. Assim você estará protegido de sofrimento no futuro.

               A forma com este apoio chega também é responsável pela forma como é entendido. Sempre que for contribuir com alguém próximo faça com regras explícitas. O problema ainda é maior e mais comum quando o tema é dinheiro, envolvendo parentes próximos. Por isso, elaboramos algumas regras básicas de se fazer o bem sem deixar margens para interpretações emocionais equivocadas:

1)      Quando emprestar algum valor solicite algum documento como garantia e não tenha vergonha de fazer isto. Seja franco e diga que a memória é fraca e caso ele demore a devolver o valor – com juros ou não – este papel irá certificar que o valor não foi alterado. Palavras ditas o tempo apaga.

2)      Quando a ajuda for humanitária, apoio emocional, não faça comparações com sua forma de agir em situações similares. Cada pessoa é única em suas ações e cada um está em seu tempo de maturidade, não espere que todos tenham a sua experiência de vida.

3)      Sempre espere a pessoa solicitar sua ajuda. Não banque o bom samaritano de pensar que a pessoa precisa de você, às vezes, naquele momento, é importante para ela passar por um sufoco que servirá como modo de aprendizagem. Claro, isso não inclui socorro emergencial em caso de vida ou morte. Não se espera que uma pessoa que esteja se afogando consiga gritar muito.

4)      Sempre se certifique que a pessoa que recebe a ajuda entende que ela terá algum compromisso de devolução em algum tempo. Pode ser algo que nada tenha de valor monetário, mas este compromisso é importante para que ela saiba dar valor ao que recebe.

5)      Caso a ajuda seja permanente por algum tempo – tipo pagar uma faculdade – tenha um mecanismo de controle de assiduidade e notas, se for o caso. Na verdade tenha certeza que o recurso esta sendo usado da maneira como foi proposto inicialmente.

6)      Não cobre duas vezes. Mas também não ajude novamente. Talvez esta seja a parte mais difícil, pois dentro de nós tem um mecanismo fortíssimo capaz de perdoar as pessoas de quem gostamos. Tente ser firme e assertivo, como já falamos antes, as pessoas precisam crescer e isto pode ocorrer com maior rapidez em momentos de escassez.

Não pense que estás regras são sanções legais. Apenas observe e veja se alguma pode ser aplicada em sua vida. Se isso for possível é bem provável que você tenha menos aborrecimentos que o necessário.

              

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

SONHOS COMO FONTE DE DESCOBERTAS





 Por João Oliveira

Os sonhos podem de fato nos ajudar em vários aspectos da vida. Pesquisas já comprovaram que dormir após estudar ajuda na retenção de conteúdo, o cérebro distribui melhor o material estudado para as áreas onde a memória de longa duração é mais eficiente. Sujeitos colocados em um labirinto tem melhor performance nesta tarefa depois de tentar por alguns minutos e dormir um pouco. Aqueles que sonharam com os corredores tiveram melhor resultado que os que não dormiram durante o experimento. Então os sonhos também nos ajudam a criar estratégias!

               Da mesma forma descobertas podem ser feitas através dos sonhos, vamos a alguns exemplos:

-  Paul McCartney  acordou numa manhã de 1965 com uma música na cabeça: Yesterday ! Ela veio tão completa em seu sonho que ele demorou em registrar como sua, pois acreditava ter ouvido em algum lugar antes e o sonho apenas havia recuperado a memória. Somente depois de mostrar para várias pessoas e comprovado que a melodia não existia é que teve coragem de gravar o que se tornou um dos maiores sucessos dos Beatles.

-  O romance Frankenstein, de Mary Shelley, foi inspirado em um sonho que a autora teve. Na verdade deve ter sido um pesadelo. A estrutura do monstro e de seu criador o Dr. Frankenstein veio completa durante a noite e a Mary pode então desenvolver a história que se tornou universal do monstro, feito de pedaços de corpos, com uma alma pura.

- O inventor Elias Howe teve um sonho onde uma tribo de canibais usavam lanças com buraco nas pontas, isto foi o suficiente para ele desenvolver o sistema que permite o funcionamento das máquinas de costura. Na verdade ele foi dormir com este problema na mente, como solucionar o problema da linha no movimento de ir e vir da máquina que ele estava construindo. Levar a linha para ponta da agulha, e não no cabo como era até então, foi a solução apresentada pelo mundo onírico.

- Depois de um sonho com uma cobra comendo o próprio rabo, o cientista August Kekulé desenhou a estrutura química do benzeno (C6H6) o que, na época, seria impossível sem a tecnologia atual.
- Até mesmo a estrutura do DNA, descoberta pelos cientistas James Watson e Francis Crick em 1953, surgiu em um sonho com escadas em espiral.

- Em 1936 Otto Loewi ganhou o prêmio Nobel de medicina graças a um sonho que lhe inspirou a um experimento de como os impulsos nervosos trafegam pelo corpo. Foram dois sonhos. Ele tinha o costume de anotar os sonhos (excelente costume), mas, na noite do sonho revelador ele escreveu tão rápido e, com sono, que no outro dia não conseguiu decifrar o que havia escrito e, portanto, não conseguiu lembrar-se dos detalhes. Na outra noite o sonho se repetiu e desta vez, ao invés de anotar Loewi foi direto para o laboratório tornar o conteúdo do seu sonho o experimento que fundamenta a teoria da transmissão química do impulso nervoso.

               Estes são apenas alguns poucos exemplos. Uma vez incorporada certas técnicas para o trabalho com os sonhos eles se transformam em ferramentas úteis para o dia a dia. Várias são as técnicas que podem nos auxiliar a direcionar os sonhos em prol dos diversos objetivos que pretendemos. Para memória, saúde ou mesmo apresentação de soluções para problemas cotidianos. Você pode encontrar algumas delas em nosso livro “A Importância dos Sonhos: Interpretação e prática para a saúde plena” (Editora WAK, 2013), todas já foram usadas em consultório e/ou ensinadas a pacientes com resultados satisfatórios. Na verdade quando se utiliza a psicoterapia agregada ao trabalho com sonhos o resultado é, por vezes, surpreendente.

               Porém devemos começar trazendo os sonhos à memória. Observamos que uma grande parcela das pessoas reclama de não ter uma perfeita memória dos sonhos ou que, segundo elas, nem mesmo sonha. Na verdade é impossível não sonhar. O sonho pode ser deletado pelo sistema para poupar o sujeito de um problema adicional durante o dia. O conteúdo não lembrado pode trazer a tona emoções que criariam uma situação negativa e por isto, como o sistema é perfeito, ele é dissolvido como uma neblina ao amanhecer.

               Para isto, fazer voltar a lembrança dos sonhos, também existem técnicas que podem ser encontradas no mesmo livro. Bons sonhos!



 

              

O CAMINHO



              

Por João Oliveira

             Durante a caminhada os dois personagens deste texto conversavam e, o que estava ao lado direito da estrada parecia estar mais animado.

- Hoje teremos um grande dia não é?

               O outro personagem, que caminhava mais lentamente e de cabeça baixa respondeu em um tom lento e tristonho.

- Pode ser para você. Afinal a festa é sua, eu só recolho os poucos que me escolhem.

- Eu acho que você faz bem o seu trabalho, afinal todos os que vão em sua direção são autênticos. Meu trabalho é diferente: não escolho nem sou escolhido. Apenas pego o que aparecer pela frente. Ou seja, quantidade: todos são meus afinal! No seu caso acho que é a qualidade que importa.

               O que andava lentamente parou, olhou de frente para o companheiro de jornada e disse em tom solene.

- Já não é mais assim, o mundo mudou! Eles só me procuram quando percebem que você já está diante deles. Por isto sempre caminhamos juntas: Morte e Fé!

               Deixando os dois personagens seguindo pela estrada, por enquanto, podemos refletir sobre o que entendemos por fé ou esperança. Afinal, posso apostar, a maioria das pessoas liga (imediatamente) fé a uma religião qualquer ou a uma deidade amparadora que oferta soluções em tempos de crise. Não é desse tipo de fé que gostaria de tratar, até porque não possuo credenciais para tal, e sim de outra, uma que conhecemos como projeto de vida.

               Ter uma vida com um projeto estabelecido é ter fé em um amanhã melhor. A grande massa aprisionada entre a conquista do almoço e do jantar não pode olhar além do final de semana e isso se instala como uma rotina para toda existência. Não está certo viver assim.

               A morte, embora  certa, não está nos planos de ninguém. O que resta então é poder seguir em sua direção com o proveito máximo da vida: realizando, construindo, tendo lazer, amando e tantas outras coisas que podemos fazer para manter uma boa qualidade de vida. Para que isto possa ser possível é necessário um plano de voo estabelecido: onde quero chegar e em que tempo?

               Calcular o tempo de vida que se espera ter à frente e como pretende distribuir deveres e prazeres deve ser uma prioridade para criar o elemento de fé na vida e não ter surpresas ou arrependimentos no momento em que a morte se tornar presente. 

Quais são os seus planos? São viáveis? Está cumprindo as etapas? Já desistiu de tentar?

               Este perfil de fé mantém o caminho firme sobre os pés e mesmo nas turbulências que ocorrerem você será capaz de suportar, pois, existem outras metas para serem alcançadas e tantas outras que já foram superadas. Escolha algo para conquistar em curto prazo, outro objetivo para médio prazo e, para o resto da vida, projete conquistas em longo prazo. Assim será mais fácil administrar sucessos e fracassos (sim, eles existirão).

               Voltamos ao caminho. A Morte se volta para a Fé devolve um olhar tranquilo e diz:

- Então temos aqui um grande problema amiga: estou sempre diante deles. Pode ser que eles vivam fingindo que nunca os encontrarei. Mas, não saio, um segundo sequer, do futuro de todos os que vivem.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

A MÁQUINA DA FELICIDADE EXISTE?




Ainda não, mas existe uma máquina que pode servir como apoio instrumental na busca pelo equilíbrio emocional dentro de um processo psicoterápico.

O PSICOTRON é um equipamento psicocondicionador e detector do estado psíquico/ emocional, que auxilia no processo da hipnose. É indicado também para relaxamento, no combate à ansiedade, stress, depressão e demais doenças psicossomáticas. Incorpora avançada tecnologia de circuitos impressos, e conta com um projeto ergonômico, industrial, de design e de segurança aos usuários oferecendo um complexo e eficaz sistema integrado de recursos auditivos, visuais e sensitivos para detectar de modo instantâneo o estado emocional da pessoa.

Quando utilizado como elemento de apoio inserido na psicoterapia breve possibilita a inserção de induções mais assertivas graças ao processo de aprofundamento do estado alterado de consciência. Neste estado é possível ao profissional inserir induções que serão melhor assimiladas permitindo uma reestruturação dos processos semânticos que podem auxiliar na elevação da autoestima, recuperação do equilibrio endócrino ou ressignificação de conceitos internalizados do cliente/paciente em suas memórias.

O PSICOTRON é um equipamento de BIOFEEDBACK, que mede o retorno biológico do cliente/paciente através da resistência galvânica, possibilitando assim ao terapeuta monitorar o estado de relaxamento e/ou excitação do msmo, bem como da aceitação ou negação do senso-crítico, frente a uma sugestão.

Trata-se de uma ferramenta que tem como objetivo auxiliar no processo terapêutico, permitindo viabilizar o diagnóstico do paciente em Estado de Consciência Alterada (ECA), e possibilitando, neste nível, a formulação de sugestões e um diagnóstico mais preciso, bem como um aconselhamento mais assertivo.

Deseja-se, assim, colocar a disposição dos profissionais um auxílio instrumental inédito, tornando mais eficientes e eficazes as técnicas utilizadas até então, e modernizando o treinamento autógeno com pacientes que necessitam de aconselhamento terapêutico.

O ISEC , INSTITUTO DE PSICOLOGIA CRESCER , com sede em Copacabana, Rio de Janeiro-RJ, possui quatro aparelhos PSICOTRON® e os psicólogos Prof. Drd. João Oliveira e Prof. Drda. Beatriz Acampora, ambos doutorandos em Saúde Pública, pós-graduados e com mestrado em Cognição e Linguagem pela UENF-RJ, juntamente com sua equipe, atuam diariamente se utilizando desta ajuda instrumental para melhor atender seus pacientes.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

O DRAGÃO DA MONTANHA




Por João Oliveira
              
               Todos os guerreiros estavam sentados em volta da mesa quando o Rei levantou-se e começou a falar:

- Não podemos mais viver com esta ameaça constante! Não é possível prosperar como nação desde que este Dragão começou a cobrar partilha! Não é possível dar 50% de toda produção de nosso trigo!

- Mas majestade – disse um cavaleiro próximo ao Rei – corremos o risco de sermos destruídos, queimados, triturados se não houver tal tributo como sempre nos disse o velho sábio.

- Olhe bem! – Disse o Rei em tom áspero- Estou disposto a pagar tal preço pela liberdade. Quero cinco voluntários prontos para partir amanhã em direção a montanha e enfrentar o monstro. Levem com você o portador dos tributos - o velho sábio que duas vezes ao ano leva as mulas com o trigo para pagar o Dragão. Ele sabe onde a fera se esconde.

               Silêncio total. Um dos mais idosos cavaleiros se levantou:
- Eu vou majestade!

               Outro, igualmente velho e acabado também se anunciou como voluntário. Logo o Rei já tinha, à sua frente, cinco bons guerreiros dispostos a lutar e morrer em defesa do reino. O Rei estava curioso em saber porque só os mais idosos haviam se disponibilizado e perguntou aos jovens valentes que continuaram sentados:

- Vejo que os mais velhos estão dispostos a combater o inimigo que assombra nossas vidas. Porque os mais jovens não se apresentaram para o combate?

- Trata-se, apenas, de uma questão de estratégia Vossa majestade. – falou um dos mais novos e fortes guerreiros.

- Como assim? – Perguntou o Rei junto ao pasmo geral.

- Veja, eu e meus comandados somos uma força poderosa com muitos anos de combate ainda pela frente. Já os que se voluntariaram estão no término de suas jornadas em nosso plano.

- Sim! E daí? Onde está à estratégia nisto? – Questionou o Rei ansioso.

- Senhor, vejo nessa situação três possibilidades. Primeira: se eles forem e vencerem acabou o problema. Nós seremos poupados para outras lutas com nossos inimigos. Segunda: caso sejam derrotados os que sobreviverem poderão nos trazer informações valiosas sobre localização, tamanho, força e pontos fracos da besta, assim poderemos organizar um ataque fulminante munidos de certezas e não de medo do improvável, afinal ninguém nunca viu este Dragão de perto, só o sábio. 

- Parece realmente interessante. – Comentou o Rei

- É, mas a terceira possibilidade deve ser testada em primeiro lugar, pois, caso nenhum velho guerreiro volte com vida e da montanha só retorne o sábio a luta também estará terminada para todos nós. - Completou o guerreiro.

- Mais uma vez não lhe entendo. - Falou o Rei com a voz pequena.

- Muito simples. Caso só o sábio sobreviva posso entender que tudo é um plano dele para enriquecer as nossas custas. Não há Dragão algum, provavelmente ele está vendendo ou estocando este trigo ao longo dos anos. Assim, se o senhor acreditar que isso possa mesmo vir a ocorrer, bastam algumas horas de tortura no sábio para termos toda verdade e pouparmos as vidas de nossos idosos.

                Dito isso o Rei, pensou um pouco e se lembrou de que o portador da ameaça do Dragão havia sido o próprio sábio há muito tempo e que, de fato, ninguém nunca tinha visto tal dragão de perto, só barulhos e os incêndios na floresta. Mandou chamá-lo e apenas após duas horas de forte inquérito descobriu-se uma caverna lotada de trigo no alto da montanha. Ele planejava sumir do reino após essa última colheita com todo o lucro da venda dos seis anos de terror.

               Moral da história: Dentro de uma organização é necessário muito cuidado, pois, quem para mim traz, de mim leva. Fique atento com pessoas que sempre trazem novidades ruins ao seu ouvido, algo de ti, para o próximo, eles podem estar levando. E, ouça os mais jovens, existe sabedoria até mesmo no que julgamos ser pura inocência ou inexperiência. O bom gestor sabe ouvir, separando o que deve ser levado em consideração ou não.