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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

SAUDADE




Por. Prof. Msc. João Oliveira

                Muito já se foi escrito sobre a saudade. Tenho certeza que qualquer pessoa sabe do que se trata e como se dá este sentimento em nossa percepção. Quando é uma boa saudade, parte da memória nos leva a alguém, algum lugar e bate uma tristeza leve e gostosa em relação à lembrança evocada. Essas palavras não explicam a sensação que temos isto sempre será impossível em função das limitações das palavras, mas leva o pensamento na direção certa.

                Tentando ainda entender a saudade, podemos presumir que ela sempre se dá em relação a uma atitude comportamental. Sim! A saudade está ligada a um comportamento, uma atitude que se teve no passado ou que alguém demonstrou em relação a nós. Pense por alguns momentos, reveja em sua mente os episódios que podem elencar este sentimento. Mesmo quando se trata de algum lugar, onde estivemos no passado, sempre existe uma atitude envolvida como, por exemplo, estar de férias ou em companhia agradável.

                Sabemos que existem perfis de saudade que podem fazer sofrer, trazendo angústia ou revolta de quem sente por não ter tipo um comportamento diferente ou ser incapaz de mudar algum evento de perda. Também sabemos que, nossa mente não difere o real praticado do falso imaginado. Então, baseado nisto, podemos alterar nossas próprias percepções para algo mais positivo.

                Devemos lembrar que, sentimentos densos provocam uma resposta endócrina com produções químicas e, inclusive, a possibilidade de rebaixamento do sistema imunológico. Ou seja, você pode ficar exposto a doenças oportunistas ou psicossomáticas pelo simples fato de sentir uma saudade muito forte e ruim a respeito de algo.

                Este processo pode ser interrompido se, de uma maneira artificial, mudarmos o rumo dos eventos lembrados. Nós nunca deixaríamos de saber o que realmente ocorreu de tão pesado e triste para nós, mas podemos de uma forma simples, imaginar que foi diferente. Como a mente neste aspecto é frágil, a percepção do real em relação ao fato alterado pela criatividade se quebra. Na verdade em algumas pessoas este modelo de ressignificação, que altera de modo expressivo o fato vivido, tem efeito imediato e, em outras, pode demorar um pouco mais para começar a diminuir a sensação de tristeza e dor ligados aos fatos que estão no passado trazendo sofrimento no presente.

                Essa pergunta vale ouro: o que é real e o que é imaginado? Se podemos alterar, com a simples imaginação, uma percepção que pode também mudar produções internas - de ruins para mais saudáveis – então, sofremos por que queremos, já que o fato real pode ser distorcido ao ponto de obtermos uma resposta metabólica melhor! Isto nos coloca em um dilema moral, pois nosso passado mental é uma construção pessoal e, por assim dizer, estaríamos mentindo para nós mesmos na tentativa de fazer um momento presente melhor.

                Não existe mesmo diferença entre o real e o imaginado! E isto deve ser uma grande novidade não é? Infelizmente não, Jesus já sabia disto: “Ouvistes que foi dito aos antigos: Não adulterarás. Eu, porém, vos digo que todo o que olhar para uma mulher, cobiçando-a, já no seu coração adulterou com ela.” (Mateus, V: 27-28). Então o Mestre dos mestres deixa claro, se você imaginou, já cometeu o pecado em pensamento confirmando a hipótese de que, para o cérebro, não há mesmo nenhuma diferença entre o praticado ou o pensado. 


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