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segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

ANO NOVO, DE NOVO!





                Ouvi um breve conto, de origem judaica, que gostaria de compartilhar neste momento de fim de ano. Afinal é um evento muito interessante que ocorre todos os anos nesta semana, pois, o início de um “Ano Novo” simboliza a renovação do compromisso com nós mesmos! Trata-se da análise de tudo que deu certo ou errado e como poderemos agir, nos próximos doze meses, para que tenhamos mais probabilidades de vitórias em nossos empreendimentos.


                Esta história fala de um grande ladrão de bancos que, morreu, e passou para o outro lado, onde vivem os mortos, sendo recepcionado logo na chegada por um grande ser angelical envolto numa luz branca e suave:


- “Seja bem vindo! Tudo que desejar é só falar estou aqui para facilitar todos os seus desejos!”


- “Caramba!” – disse o ladrão de bancos todo empolgado – “Tudo mesmo?”


- “ Claro! Aqui neste ambiente, por exemplo, já têm muitas coisas que você pode querer: praia, cerveja, mulheres, churrasco ... olha, ali naquele canto estão as Tvs de Led 3D ligadas em canais de esporte ou sexo. Já deste lado direito, caso você possa desejar, tem um enorme Buffet de doces os mais variados e o salão dos fumantes onde você poderá encontrar todas as marcas de cigarros, charutos e até cachimbos. Fique a vontade e aproveite a eternidade, caso precise de algo, me chame.” – Dizendo isto o ser iluminado se afastou.


                Foi uma loucura total, o ladrão de bancos não perdeu tempo e começou a fazer tudo o que queria! Aproveitou ao máximo o tempo todo, dias de felicidade plena, mas, os meses foram passando e aquela festa começou a perder a graça. Foi aí que ele teve uma grande ideia: assaltar um banco! Sim, era isso que estava faltando para ele ser totalmente feliz. Chamou o tal ser que o ciceroneou na chegada:


- “Eu gostaria de assaltar um banco!” – Disse em tom altivo.


- “Claro!”- respondeu o ser – “Escolha o banco que quiser e me fale, pode deixar que eu preparo tudo para você!”


- “Nem preciso pensar, quero assaltar a casa da moeda!”


- “Perfeito! Excelente escolha, deixa-me ver... que tal quinta as 16h45?”


- “Por mim tudo bem” – respondeu o ladrão – “ Como faço para chegar lá?”


- ““Não se preocupe com nada” – disse sorrindo o ser alado – “As 16h44 te deixo na porta da Casa da Moeda, ela vai estar aberta. É o momento do lanche dos guardas e você vai passar direto pelo corredor sem ser visto. Eu vou abrir a porta do cofre, você entra, pega o que quiser e eu te transporto de volta para cá. Tudo certo?”


- “Que isso? Que palhaçada é essa? Eu quero a emoção de assaltar o banco, não quero tudo facilitado sem adrenalina nenhuma! Afinal de contas, qual é a de vocês aqui no Paraíso?” – Gritou indignado.


- “Um momento.” – interrompeu o ser em todo seu esplendor – “Quem foi que te disse que aqui é o Paraíso?”  


                Caso você tenha destacado com mais pesar, no período que finda, as derrotas que enfrentou e esteja desejando um ano novo livre de qualquer problema, lembre-se que os obstáculos dão sabor as conquistas. Tudo por demais fácil fica sem graça e a vida começa a perder o sentido. Então, inclua em seus pedidos, superação nas dificuldades e não apenas um caminho livre para seguir.


                Isto me lembra, também, dos grandes tanques de peixes dos navios pesqueiros japoneses. Para conservar os peixes frescos – que todos no Japão adoram- durante a longa viagem de pesca eles os colocam em um grande aquário onde, também é colocado um tubarão vivo. Os peixes passam os dias fugindo do predador, mas, ao fim da viagem, os sobreviventes estão fortes e saudáveis. Antes deste incremento (o tubarão no tanque) eles chegavam, depois de meses de jornada, apáticos e sem vitalidade e, por isso, não encontravam um bom mercado consumidor. O medo de ser devorado mantém todos em estado de alerta.


                Não é necessário tanto, mas certo grau de dificuldade transforma a conquista, por menor que seja, em algo memorável. Guarde isso: não é a chegada que conta, é todo trajeto!


                Excelente 2013! Que possam ser colocadas, à sua frente, barreiras altas o suficiente para você crescer a cada novo salto!

Por Prof. Msc João Oliveira - Psicólogo -

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terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Jornal A Gazeta Vitória-ES 23/12/2012

Matéria sobre o livro: Ativando Seu Cérebro Para Provas e Concursos

http://gazetaonline.globo.com/_conteudo/2012/12/noticias/dinheiro/1384047-turbine-o-seu-cerebro-e-fique-pronto-para-encarar-as-provas.html

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Então é Natal!





                O que diferencia este dia de todos os outros de nossa vida? Uma recordação que neste dia, pela religião cristã, nasceu o Salvador?  Sim, para maioria das pessoas é isto que alavanca o chamado espírito natalino onde a confraternização entre irmãos é a tópica maior. Festas, presentes, compras e mais compras! Uma incrível renovação material e, podemos até perceber que em algumas pessoas, há um empreendimento espiritual. Mas e o resto do ano?

                A mensagem do Natal não se prende ao dia 24 de dezembro! Ela é para preencher nossas vidas como um todo, todos os dias! Tratarmos nosso semelhante como igual (ele realmente é), como irmão (têm dúvidas quanto a isso?), como gostaríamos de ser tratados! Provavelmente houve uma redundância nos Dez Mandamentos, acredito que, para aquela época, as coisas precisavam ser bem explicadas, pois só bastavam dois e tudo estaria certo: Amai a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo!

                Esses dois simplificam tudo! Primeiro o Criador: ele deu a centelha de vida que hoje habita em todos os seres do universo. Chame-o como quiser, Deus é um só! O problema é que existem muitos fundamentalistas que modelam Deus ao seu jeito e discriminam o modelo de entendimento dos outros. Somos diferentes, pensamos de forma desigual em vários aspectos, mas, no fundo, a centelha que nos movimenta tem a mesma e única origem e, por conta disto, somos todos irmãos. Inclusive o peru que hoje estará em sua mesa já sem essa tal centelha, pois alguém deve ter tirado, por você, para o prazer gustativo da ocasião.

                Neste ponto estamos acertados? O que faz os planetas se manterem na ordem e uma criança ser gestada – completa – em nove meses? Pode ser chamado de “Força Divina”? Bom, caso você tenha outros nomes como gravidade ou gravidez, lembro-lhe que a semântica pode atrapalhar quem dela faz bom e/ou mau uso. Afinal, cada um entende como quer de acordo com o que possui dentro de si. Seres projetistas veem em tudo apenas o que são.

                Quanto ao “Amar ao próximo como a si mesmo!”, esconde uma natureza de elevada autoestima. Pois só trataremos mal, ao próximo, se acreditarmos que merecemos tal conduta dele conosco. Pense um segundo: se, eu maltrato alguém, é por que acredito poder ser alvo de igual procedimento. Ou seja, não aceito ser digno do respeito ou carinho do próximo. Na próxima vez que pensar em ferir um outro portador da filogenética Divina, analise se ele também teria o direito de usar você como alvo.

                Migrando este pensamento para todos os dias do ano, e melhor ainda, para toda a vida, estaremos publicando o espírito desta ocasião em todos os momentos e relações. Será que o surgimento de um avatar como Jesus Cristo e todo o seu sofrimento por nós se daria pela comemoração de um único dia?

                Não espero que pense como eu. Afinal, como já disse antes, cada um de nós constrói seu Deus (embora seja único) do seu jeito particular. Para uns pune, para outros cura, para mim... só agradecimentos! Sei que não consigo, peço desculpas pelas minhas fragilidades humanas, mas o Senhor bem sabe que estou tentando.

                Não tenha vergonha da imperfeição e da pouca memória espiritual. Se isso tudo não fosse um teste, não teria graça nenhuma.

                Boas festas! O melhor ainda esta por vir, e não será neste plano.
               

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Cheiro de Chuva




            Um condicionamento feito por uma indução de auto-hipnose neurossensorial é algo realmente muito forte e, como percebemos, pouco utilizada. O tempo todo estamos sendo condicionados desta forma: o cheiro de um perfume lembra uma pessoa e bate uma saudade triste ou, uma música nos faz recordar de uma tarde na praia e ficamos mais alegres.

       O funcionamento é relativamente simples, uma sensação qualquer que pode ser visual, sinestésica ou auditiva serve como âncora para um estado psicológico instalado ou, como já conseguimos alguns resultados, em substituição a alguma substância química usual, como cigarros ou drogas. Estando o sujeito em estado alterado de consciência, sem barreiras criticas, o condicionamento fica livre de análises e pode alcançar um excelente nível de aproveitamento.

              Algumas ancoragens neurossensoriais foram desenvolvidas em nosso consultório durante a pesquisa para o mestrado na UENF-RJ e, se mostraram altamente eficazes. Na verdade elas nem são citadas na dissertação, pois este não era o tema principal e, essas induções com apoio neurossensorial, faziam parte da abordagem para o método desenvolvido para o Emagrecimento Pela Palavra. No livro “Ativando Seu Cérebro Para Provas e Concursos! Esse perfil de indução é associado à recuperação de memórias de conteúdo estudado, mas pode ser utilizado para qualquer “colagem” na estrutura psíquica. Uma dessas técnicas de auto-hipnose é mais antiga do que podemos mensurar: a do Mantra Diário, por exemplo, que foi reeditada pelo Émile Coué no século XIX já era usada pelo egípcios e hindus em suas meditações transcendentais.  Se observarmos bem, ao nosso redor, a auto-hipnose está em quase tudo que requer atenção dirigida. Como disse certa vez o Dr. Milton Erickson: “-Tudo é hipnose e nada é hipnose.” 

Alguns exemplos práticos que encontramos no livro “Ativando Seu Cérebro Para Provas e Concursos” Editora WAK 2012

Ancoragem Neurossensorial Tátil – As ancoragens neurossensoriais sempre são muito poderosas e esta é muito fácil de ser feita e só depende de uma boa concentração. Ao ler um trecho do texto que precise ser memorizado, repita a leitura tocando uma parte do seu corpo sob pressão tátil. Faça assim: Com dois dedos da mão direita pressione um dos dedos da mão esquerda. Continue apertando enquanto lê e relê o texto por alguns momentos. Pronto: a ideia é que, ao apertar de novo, nesta mesma área com pressão similar, irá criar condições para o acesso na memória do material estudado.

Ancoragem Neurossensorial Gustativa – Usando o paladar para memorizar. Use um tipo especial de balas com vários sabores diferentes. Lógico, você já entendeu, terá de ter acesso às mesmas balas no dia da prova, por isto saiba escolher bem. O resto é o mesmo processo: estude saboreando as balas. Uma para cada tipo de material que você quer criar associação.  Use, apenas, uma vez cada sabor e, quando necessitar recordar este material especifico, utilize o sabor como ponte à memória.

Ancoragem Neurossensorial Visual – Processo que utiliza cores para ancorar memórias. Utilize, para isto, fitas coloridas como pulseiras no braço. Cada cor um trecho importante. Leia mantendo a fita como guia de leitura, depois a coloque no braço.  Como sempre, a fita deve estar presente no dia da prova para facilitar a recordação do material estudado.

               
                Qualquer cenário psicológico pode ser associado a uma sensação, podemos ativar uma elevada autoestima, promover forte estado de segurança ou ainda substituir compulsões. Nosso cérebro tem respostas e artifícios incríveis que estamos apenas começando a descobrir. Não é nada difícil e você mesmo pode testar algumas destas possibilidades.

                Na próxima vez que sentir o cheiro da chuva chegando pegue um poema que deseja decorar, leia algumas vezes enquanto inspira o odor deste momento. Da próxima vez que a chuva estiver chegando acredito que você já seja capaz de declamar, de memória, o mesmo texto olhando para as nuvens.

Prof. Msc. João Oliveira é Psicólogo



quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Portal de Noticias URURAU 13/13/2012

Jornal O Dia 13/12/2012

Vídeo da Entrevista no Jô Soares 12/12/2012

COOBA E A TOMADA DE DECISÃO






         Há muito tempo atrás existia uma pequena civilização que vivia em algumas ilhas dos mares do sul. Lá, conta-se em lenda, uma estranha relação foi mantida entre uma deidade local e seu povo. COOBA, como era chamado, criou aquele povo à sua imagem e semelhança e tinha muito apego à sua criação. Esse apego era tanto, que ele atuava diretamente nas vidas das pessoas.

         Pode parecer estranho, mas COOBA aconselhava, pessoalmente, todas as suas criaturas humanas. Sendo onipresente como todo bom deus deve ser, estava atento aos momentos de dúvidas da população. Se alguém ia casar... consultava COOBA! Se a moça ia viajar e a família tinha dúvidas se deixava ou não... perguntava a COOBA! Na hora de trocar de canoa por um modelo mais atual... vamos saber de COOBA o que acha!

         Não! COOBA não achava isso chato ou enfadonho. Ele adorava! Mas, os problemas logo começaram a surgir. Quando alguma coisa não dava certo, ou exatamente como a pessoa queria, a culpa era de COOBA! E lá ia o cidadão se queixar com o seu deus.

         Imagine então que ele participava de cada decisão pessoal de todo seu povo. Milhares de pessoas e milhões de decisões. Das mais simples, como: - “O quê vestir?” As mais complexas como: - “Podemos guerrear?”

         Numa rápida progressão matemática podemos imaginar o grande número de insatisfeitos. COOBA começou a se aborrecer.

         Não aguentou mais que uns punhados de milhares de anos e teve uma súbita idéia: livre arbítrio! Uma idéia brilhante! Cada um que tomasse a sua decisão e ponto final! Mas, COOBA foi, além disso, e resolveu agir diferente. Ele se posicionou acima da cabeça das pessoas, ficando sentado, se equilibrando, bem em cima da cabeça de cada um dos seus seguidores. Todos podiam ver! Como se fossem pequenos Budas sendo equilibrados pelas pessoas.

         Dessa posição, ele olhava tudo, acompanhava as pessoas, ouvia todas as conversas, mas não se manifestava! De quando em vez, ele se desequilibrava neste ou naquele personagem e caia sobre a pessoa. No tombo sempre batia no ombro, no braço, no joelho ou pé. Isso doía muito. Sempre tinha alguém se queixando da dor que COOBA havia lhe imposto.
        
         Tudo por culpa do livre arbítrio!

         Então se tornou um hábito, para saber sobre a estabilidade emocional  das pessoas,  naqueles antigos povoados nas ilhas dos mares do sul se perguntar nas ruas: - “Onde COOBA está lhe doendo hoje?”

         Vamos transportar isso para os nossos dias!

         Viver é estar constantemente tomando decisões. Lógico que isso gera angústia. E nem sempre só pelo resultado, que pode até ser positivo, mas pela própria dissonância cognitiva criada no processo, pela ansiedade desencadeada após a tomada e, isso é o pior, pelo grande número de decisões que temos de tomar todos os dias.

         Esse movimento de angústia, quando não devidamente ressignificado e transformado em gasolina em nosso motor, pode gerar as tão conhecidas doenças psicossomáticas.  Então a culpa é do livre arbítrio?

         Sem ter alguém para culpar pelas nossas decisões (somos ou não somos responsáveis por elas?) nos vemos imediatamente sozinhos com a responsabilidade. Isso é bom, quando sabemos administrar com equilíbrio e bom senso. O segredo está em como pensamos sobre nosso caminho à frente e, não como pensamos sobre o que já caminhamos. Perdemos muito tempo avaliando as falhas e esquecemos como podemos utilizar isto para evitar futuros erros.

         Nós, por exemplo,  não conseguimos lidar bem com coisas tão óbvias como a própria morte! Pense bem! Mas só responda depois de pensar algum tempo. Por que choramos quando morre alguém? Pelo destino dele que se foi ou, pela falta que ele vai fazer para nós? Ou melhor, ainda: por que diante da morte dele, eu me lembro de que também vou morrer?

Então, COOBA deve estar caindo agora pelos seus ombros, não dá para ficar equilibrado em cima de uma cabeça que gira!

Provocações como estas nos fazem refletir um pouco sobre nosso projeto individual. O que estamos realmente preparando para a pessoa mais importante do mundo? Lógico! Estou falando de você! A pessoa mais importante do mundo é você mesmo!

Para onde está indo todos os minutos gastos em pensamentos perdidos sem construções objetivadas? E de que nos serve lamentar o que não pode ser resolvido? Aceito ou não aceito o poder que me foi concedido de ser dono do meu destino?

Eu aceito!

E tem mais, não reclamo quando algo me cai da cabeça e machuca o ombro, o braço, o joelho ou o pé. Sei que serei capaz de levantar de novo e me equilibrar. Salve-me Pablo Neruda...

“Sou só uma rede vazia diante dos olhos humanos na escuridão e de dedos habituados à longitude do tímido globo de uma laranja. Caminho como tu, investigando as estrelas sem fim e em minha rede, durante a noite, acordo nu. A única coisa capturada é um peixe dentro do vento.”

         João Oliveira é Psicólogo – CRP 05-32031