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quarta-feira, 18 de julho de 2012

VERDADE


    A verdade tem muitas faces! Com certeza você já ouviu essa máxima popular e, se tiver alguma experiência de vida, saberá que isto é uma realidade de fato. Mas a verdade então é um conceito pessoal? Ela sempre deve ser dita? O contrário da verdade, uma mentira, é algo ruim?

    Existem verdades que causam mal, isso não é mentira. Também existem mentiras que fazem bem, e isso é uma verdade! O problema é que somos adestrados, desde novos, a sempre falar a verdade custe o que custar, mas a vida nos ensina a sermos sociais e isso cobra alguns custos: mentir é um deles. Fica, portanto, a dúvida!

    Quem só fala a verdade, o tempo todo, é um grande chato e, em consequência direta disso, deve ter pouquíssimos amigos. Ninguém quer ouvir toda a verdade e poucos estão preparados para entender toda a verdade.

    O grande problema reside em algo mais filosófico: a verdade é pessoal. Construímos nossas verdades a partir de conceitos herdados de nossos pais, escola, religião, ambiente de trabalho, partido político e etc. O pior é que a grande maioria destes conceitos são de fato dogmas e todos usam de neologismos para mostrar modernismos em fundamentos antigos e falhos, sem base estrutural de convencimento, sem filosofia de sustentação. Seria como tentar vestir uma roupa velha que já não nos cabe mais, pois, crescemos.

    Mudar, ressignificar, não implica na falta de personalidade. Sabemos que prevalece a adaptabilidade não a força. Impor uma verdade pela autoridade moral é adiar o inevitável, o afastamento dos que o cercam. Melhor então omitir, uma outra face da mentira: não falar toda a verdade.

    A omissão da verdade, quando a informação é necessária para elucidação de uma situação, também pode ser considerada covardia ou significa, ainda, a falta capacidade de convencimento do outro que teme causar dano à relação, ou seja, existe uma carência de subsídios e inteligência relacional.  Mas, é melhor isto, do que expor o raciocínio que pode ser ofensivo e causar o rompimento total com o outro.

    A regra geral diz que a verdade é melhor que a mentira. Isso vai depender da intenção da mentira. Se for uma mentira social, aquela que adoça as relações, pode ser aceita ou finge-se não perceber a falsidade amena, mas se for uma mentira estratégica em busca de vantagens diretas que podem causar dano ao próximo, é abominada na sociedade.

    Mais uma vez surge o problema conceitual ou semântico: deve estar faltando uma ou mais palavras que diferenciem uma MENTIRA de uma mentira. Assim, sem diferenciação em razão da falta de símbolos linguísticos, estamos em um beco sem saída.

    Acredito na minha verdade, posso aceitar que você tenha a sua e possa exercer o direito de tentar o convencimento, por argumentos, de quem se permitir a isso. No entanto ninguém tem o dever (algumas religiões pregam isso) de impor a “sua” verdade a quem quer que seja. Cada um, se quiser, que busque a sua!

    Bem fazem os políticos profissionais: estes que falam as verdades que queremos ouvir ou as mentiras que nos fazem sorrir.

Prof. Msc. João Oliveira
Psicólogo Diretor de Cursos do ISEC

   

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