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quarta-feira, 20 de junho de 2012

Empreender é viver



                Existe no Pólo Norte uma lagarta conhecida como Lagarta de Fogo. Ela demora mais de 18 anos para se tornar adulta e, pelo processo da metamorfose, se tornar uma mariposa. Ocorre que a cada inverno, vários meses de escuridão total nesta região, ela literalmente morre congelada e, volta à vida de forma surpreendente, no degelo da primavera. Ano após ano, reunindo proteínas das folhas para estar forte o bastante e, em uma primavera muito especial, virar um casulo e evoluir como mariposa para viver, neste estado, apenas algumas semanas.

                Este exemplo é interessante, pois, é uma vida plena extremamente curta diante do esforço empreendido por quase duas décadas de trabalho árduo comendo folhas em uma velocidade vertiginosa.
                Vivemos, caso o infortúnio não cruze o sinal vermelho, uns bons 80 anos – vida saudável! – quanto tempo estudamos e trabalhamos em busca de um tal conceito de felicidade ou de vida realizada?
                Acho que período de estudos, levado a sério, com faculdade e pós-graduação: 25 anos de idade. Concorda? Seriam então 20 anos somente de estudos. Tempo relacionado ao trabalhando, para juntar dinheiro, construir patrimônio, ter uma aposentadoria digna. A aposentadoria no Brasil, para seres normais sem regalias de classes produtivas especiais, tem seu benefício, concedido pelo INSS, aos homens a partir dos 65 anos de idade e mulheres a partir dos 60.  Arredondando então para mais quarenta anos de vida: o que sobra?

                Mais 15 ou  20 anos para aproveitar a vida como sempre sonhou?
                Provavelmente o primeiro pensamento que lhe passa a cabeça é sobre as condições de saúde do seu corpo para aproveitar, da melhor forma possível, de toda euforia advinda desta fabulosa fase da vida que é a aposentadoria.

                Parou para pensar? Surgiu uma ponta de angústia?

                Tenha calma. Existe solução para tudo! O nosso cérebro é poderoso e muito obediente para quem sabe lidar com ele. Em primeiro lugar o que se busca de realização na vida?

                Este é o ponto chave da questão. Caso você esteja trabalhando, ou estudando, em algo que não lhe preenche, que não lhe traz alegria, pare imediatamente. Você está jogando seu tempo de vida útil fora e isto não tem retorno jamais. Segundo ponto: quem disse que você precisa esperar para ser pleno. Não somos como a lagarta do Pólo Norte, viver não é tão dispendioso assim, solucionar desejos sim. Isto é complicado.

                Nossas necessidades não são caras e qualquer pessoa, em seu estado normal de saúde e intelecto, pode prover, com algum esforço (claro), o suficiente para manter a estrutura física do corpo em atividade, ou seja, sobreviver. Como sobreviver, e com que grau de conforto e facilidades, vai depender de como a produção ocorreu em sua vida. Qual o período que você realizou com prazer atividades ditas lucrativas. Isto pode estar ocorrendo agora, ou você pode decidir fazer diferente a partir de hoje.

                Tome por base o que é necessário, financeiramente, para manter sua estrutura de vida. Não exagere em desejos materiais fúteis - o termo  “fúteis” vai depender do nível de entendimento do que seja realização, isto é de cada um, paciência. Com o cálculo pronto, observe ao seu entorno quais são as possibilidades da relação produção X renda acessíveis aos seus conhecimentos e competências. Trace o plano, coloque metas, coloque marcas temporais.

                O sistema existe para quem não pensa ir além, nivela todos como água parada, superfície lisa. Somos manifestações conscientes e mutáveis a todo segundo.  Insetos estão a mercê das forças da natureza, não pensam.

                Mas, como sempre, é bom dizer que tudo é uma questão de escolha. No pior resultado: de aceitação. Seja feliz se quiser e, caso contrário, como puder.

Prof. Msc. João Oliveira
Psicólogo Clínico CRP 05/32031
Diretor de Cursos do ISEC

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