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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

João Oliveira no Jornal Hoje em 29/02/2012

João Oliveira no URURAU em 29/02/2012

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Palestras On Line do ISEC - Terças 19h00 - com Beatriz Acampora


Terça, dia 28/02 às 19h00, assista Profa. Msc. Beatriz Acampora, ao vivo, no Auditório Virtual do ISEC com o tema: 
Comunicação Assertiva: Aprimorando relacionamentos.
Para receber link e senha mande um e-mail para:

Profa. Msc. Beatriz Acampora
ISEC - Instituto de Psicologia Ser e Crescer -

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Interpretação de sonhos no modelo Junguiano



Nossos sonhos funcionam como um amigo leal que fala sobre você, para o seu bem, mas não sabe o nosso idioma e escreve muito mal. Pode ser ainda pior: nem sempre o que é bom para o inconsciente, expresso nos sonhos, é o melhor que pensamos, a nível consciente, para nós! 

Para que serve a interpretação dos nossos próprios sonhos?

- Identificarmos e resolvermos os conflitos dentro de nós e que impedem a nossa maneira de agir.
- Reconhecermos as defesas que usamos para repelir ameaças imaginárias ou reais.
- Evitarmos a tendência à frustração.
- Ampliar a flexibilidade de comportamento. 

"Os Sonhos são entidades misteriosas, com mensagens de um amigo desconhecido que é solícito mas objetivo. Sua caligrafia e linguagem são, por vezes, obscuras, mas nunca há qualquer dúvida quanto à preocupação subjacente com o nosso bem-estar fundamental – que pode ser diferente do bem-estar que imaginamos ser a nossa meta." – JUNG 

Jung conceitua os sonhos como sendo processos psíquicos naturais, análogos aos mecanismos compensatórios do funcionamento corporal. Os sonhos, na sua função compensatória, funcionariam de três modos possíveis: 

- O sonho pode compensar distorções temporárias da estrutura do ego.
- O sonho pode atuar como auto-representação da psique, colocando a estrutura do ego em funcionamento com a necessidade de adaptação ao processo de individuação.
- O sonho é uma tentativa para alterar diretamente a estrutura dos complexos sobre os quais o ego arquetípico se apóia para a identidade no nível mais consciente. 

A compensação das visões distorcidas ou incompletas do ego vígil é, de acordo com a teoria junguiana, o propósito dos sonhos. Nossa forma vígil de encarar as coisas sempre é incompleta, razão pela qual sempre há espaço para a compensação. A origem teórica dos sonhos é o Si-mesmo, o centro regulador da psiquê.

Para Jung há três etapas principais para que se possa interpretar um sonho, são elas: 

- uma compreensão clara dos detalhes exatos do sonho;
- a reunião de associações em ordem progressiva, em um ou mais de três níveis: pessoal, cultural, arquetípico;
- a colocação do sonho ampliado no contexto da situação vital e do processo de individuação da pessoa que teve o sonho. 

Assim, para Jung, o sonho deve ser interpretado no contexto da vida corrente da pessoa que o tem. A aceitação do sonho como confirmação da atual posição consciente da pessoa pode fornecer informações sobre o caráter compensatório dos sonhos.  

Para identificar nos sonhos as informações necessárias, no intuito de praticarmos mudanças nas nossas vidas, é necessário ter a capacidade de decodificação dos elementos oníricos. Isso não é tão difícil, mas é preciso muita atenção para não se fazer julgamentos precipitados e acabar tendo uma leitura equivocada. 

Um exemplo claro disso é quanto temos sonhos de conjunção carnal. Às vezes podemos ficar perturbados, pois as pessoas envolvidas não poderiam, pela ordem moral, estar praticando tal ato e extraindo prazer dele. Isso pode criar, inclusive, angústia e sofrimento ao sonhador. 

No entanto o sonho não se preocupa com o corpo físico e, do seu jeito, ele simboliza uma união de personalidades, um apego psicológico. Faz isso da maneira mais forte que tem em sua simbologia: sexo! Ou seja, sonhou que está fazendo sexo com alguém significa desejo de proximidade maior a nível psicológico, união de personalidades. 

É possível ainda, segundo Jung, o psicodiagnóstico precoce de várias alterações psicológicas. O sonho alerta mesmo antes de surgirem no mundo vígil. Um exemplo é o sonho que você está chegando atrasado para uma prova ou não consegue chegar a tempo para embarcar em um trem, avião. Este sonho relata o nível de ansiedade que se avizinha. Algo em seu comportamento diário está causando forte pressão e precisa ser revisto antes que o dano seja mais evidente. 

Sonho ruim é bom e sonho bom é ruim. As pessoas que estão próximas à morte sonham com coisas espetaculares. Mesmo não estando cientes da sua situação de comprometimento, por doenças, e que isto terá como consequência a morte em algum tempo, seus sonhos, relatados, dão conta de compromissos a longo prazo. Elas falam que sonham com casamentos, viagens longas, que estão entrando numa faculdade, que adotam uma criança e etc. 

Óbvio que nem todo mundo que sonha com temas parecidos com estes está destinado a morrer em breve, mas isso demonstra o caráter compensatório dos sonhos. Eles vêm para apaziguar a mente, um conforto, já que nada mais pode ser feito pelo organismo. 

O não lembrar dos sonhos é um elemento complicador, coisas da modernidade, de uma carga emocional tão grande que o mundo onírico, em suas elaborações, não dá conta de resolver. Claro que existe solução, mas isso é outra longa história.   


terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Medo e Culpa


Quase todas as pessoas da nossa cultura têm, instalados, dois elementos negativos na constituição psicológica: medo e culpa. São inibidores comportamentais, limitadores densos que impõem tetos baixos para os vôos do crescimento individual.

O medo está relacionado a finitude, ao processo natural de crescimento, envelhecimento e morte. Desta forma, para alguns, pesam os dias vividos, pois, a percepção de tempo, pode ser muito diferente para cada um de nós. Os que contam o tempo chegando não se importam com os dias corridos, mas aqueles que olham a ampulheta, temerosos com a chegada ao fim da areia, receiam o anoitecer.

O medo se espalha no organismo, de tal forma, que torna o ser humano que está preso a ele, incapaz de se arriscar em novos projetos de mudança. Investir energia com possibilidade de fracasso é jogar fora o único bem (precioso) que ele não poderá repor: tempo de vida.

O outro sentimento limitante é a culpa, que está relacionada a possibilidade de ser feliz em comparação aos outros, menos felizes, ao seu redor. Todo processo está ligado a empatia, possibilidade de se colocar no lugar de outras pessoas e presumir o que elas estão sentindo, isto é bom e, é o que nos faz humanos. Mas, em exagero, pode ser absurdamente limitante.

Pessoas “amarradas” neste complexo de culpa pensam que ser feliz na vida, vencer e alcançar a desejada realização, tendo ao seu redor pessoas infelizes e que não conseguiram obter êxito em seus sacrifícios, é um pecado, uma coisa errada, ou, ainda pior, que ela não fez por merecer.

Para auxiliar a quebrar estes dogmas – nas pessoas que os têm, claro – desenvolvemos dois atos simbólicos que propomos como exercício de imposição do sistema vígil sobre a programação instalada no inconsciente. Não espero sua plena aceitação à nossa proposta e, deixamos claro que, seu índice de rejeição, só irá afirmar o quanto você pode estar preso aos dois sentimentos de medo e culpa.

Ato simbólico é o mesmo que ritual, quer comunicar uma crença, neste caso quer derrubar uma crença calcificada no sistema psicológico que limita as possibilidades do ser humano a ela submetida. Antes de ler as duas propostas, se dispa de conceitos estabelecidos, lembre-se que você é livre para fazer ou não, isto é, se achar que é, de fato, necessário fazer algo para demonstrar, ao seu inconsciente, que existe um desejo de mudança.

1)    MEDO - para fazer uma marcação, em ato simbólico, que você está livre do medo da morte, faça uma pequena oração antes de dormir. Quando já estiver deitado, próximo ao momento de adormecer, converse com o Senhor seu Deus e peça, durante o sono, sua libertação carnal caso sua missão já esteja completamente finalizada.

2)    CULPA – durante a próxima refeição, pode ser no almoço ou jantar, caso se lembre deste texto, levante-se e jogue o resto da comida fora. Não importa em que estágio de consumo o prato esteja, levante-se, em ato contínuo, e jogue todo resto do alimento fora.


Pense alguns momentos antes de prosseguir a leitura. Analise o porque destes dois procedimentos tão brutais (para alguns) serem positivos no processo interno de mudança e aceitação de um novo ser em construção.

A explicação é simples para os dois atos.

Ao acordar, no dia seguinte, a mensagem está enviada ao sistema, ainda há o que se fazer pois nossa missão não está terminada. A morte não é um problema é a finalização do processo de vida. Não tem hora, nem lugar, mas, se estou vivo, devo prosseguir tentando acertar. Fazer, mudar, construir é parte desta espetacular estrada e, não é segredo, a longevidade é algo que não está em nosso domínio. Existe um ditado na Índia que diz: “Aquele que Deus quer matar não há remédio ou médico que possa salvar e, aquele que ele quer preservar, não há arma de flecha ou fogo que o  possa derrubar”.

Para o alimento é mais complexo, pois envolve um simbolismo bem mais forte, acredite. A comida está relacionada, em nossa cultura, com o resultado do trabalho. Ela, portanto, é a materialização do prêmio. Quando você, mesmo com fome, consegue jogar fora o alimento, a mensagem simbólica é que você não está aqui pelo resultado e sim pelo prazer de estar presente ao jogo da vida. Não importa o lucro! Assim, fica mais leve receber o prêmio, afinal não é “só” por ele que vivemos neste plano. Antes que eu me esqueça, você pode voltar a comer apenas depois de uma hora de praticar o ato simbólico de jogar a comida fora. O sacrifício faz parte do ritual.

Espero que possa ter sido útil. Aos que estão revirando a cabeça agora, revoltados com as duas propostas, temo afirmar que, quando se acostuma com a escuridão, os olhos doem na presença da luz. Mas é só no começo...

Prof. Msc. João Oliveira
Psicólogo CRP 05/32031
Diretor de Cursos - ISEC
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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Baile de Personas


Sabemos que Persona, termo usado pela psicologia analítica, é a máscara que usamos no dia a dia para podermos existir, enquanto ser relacional, no mundo real. Temos, portanto, múltiplas personas, várias facetas de uma mesma pessoa.
 
(...) como seu nome revela, ela é uma simples máscara da psique coletiva, máscara que aparenta uma individualidade, procurando convencer aos outros e a si mesma que é uma individualidade, quando na realidade não passa de um papel, no qual fala a psique coletiva. (JUNG,1985; p.32)
 
                Quanto mais possibilidade de adaptação ao meio, maior sucesso terá o sujeito, ou seja, dispor deste arquétipo social com mutabilidade é a chave para o topo da saudável pirâmide da interação entre os humanos.
 
                A pergunta que vem a seguir é: quem somos nós? Afinal se no processo de negociação diária somos obrigados a cedermos sempre, para o ganho posterior, qual é, afinal, nossa personalidade real? A resposta mais fácil é sempre a verdadeira: pode ser que isto não exista de fato!
 
                O processo de individuação, proposto por C. G. Jung, não significa que estar “uno” consigo mesmo seja estar rígido com o mundo.  Estar ciente das possibilidades e das dificuldades e, aceitar as possíveis mudanças ou encarar o que não pode ser alterado, com compreensão e sabedoria, é o segredo da vida.
 
                Mudar é a única constante, constante na vida!
 
                Pode tomar isto ao pé da letra, literalmente, e ainda acrescentar que aprender é outro verbo para viver. Aquele que só tem uma única máscara na vida está fadado ao sofrimento e desespero. Neste processo, já sabemos bem, surge o sintoma, a doença.
 
                Podemos perder a conta das pessoas que se condenam por não acreditarem que uma mudança é possível. A angústia de ver o mundo não obedecer aos nossos desejos só pode ser apaziguada com uma ressignificação interna, outro olhar sobre o objeto  que causa incômodo.
 
                Toda importância que damos é nossa! Não do outro. O ouro não sente atração pelos humanos e o lixo não se incomoda com a nossa presença. Aquele que você odeia pode nem saber direito da sua existência. Será mesmo que você é tão importante assim no mundo para que “o outro” foque uma existência plena apenas no seu comportamento?
 
                Quando percebemos que orgulho, razão e certeza podem dar lugar a empatia, compreensão e dúvida de nós mesmos, o mundo estará aos nossos pés, lugar onde sempre esteve. Somos humanos, dotados de uma capacidade ímpar de adaptação ao meio, por isto ainda estamos por aqui e tantas outras espécies desaparecem do planeta todos os dia, algumas, inclusive, por nossa incapacidade de lidar com o diverso.
 
                Mudar é tentar. Fracasso ou sucesso é resultado desta tentativa. Olhar o ônibus passar e acreditar que o motorista sabe da nossa intenção de viajar e, por isso, nem ao menos tenta-se levantar o braço sinalizando o pedido de parada, é o mesmo que viver e deixar pessoas irem embora de nossa existência sem ao menos tentar sinalizar uma parada de reflexão conosco.
Vidas perdidas em solidão, raiva, ódio, angústia... faltando apenas palavras como: obrigado, por favor, perdão ou, a melhor expressão de todas: “- Eu te amo!”  Palavras para acender a luz desta passagem, temporária e frágil,  que todos nós estamos a percorrer. Uma viagem no tempo para cada um, mas só em uma direção e, com o final garantido, embora sem nenhuma garantia de tempo de duração.
               
                Viver, portanto é ter mutabilidade, capacidade de trocar máscaras neste baile de personas.