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domingo, 23 de outubro de 2011

Seis Minutos


Para que este texto tenha seu efeito e proporcione a melhor experiência possível, peço que desligue o celular e leia sem interrupção até o final. Serão seis minutos exatos.

Início:

Algo ocorreu. Um forte barulho pode ser ouvido e, na sequência as paredes dobraram sobre você. Está tudo escuro. O entulho, do que antes foi uma construção, prende o seu corpo por inteiro tornando impossível qualquer movimento. A cabeça está livre, mas o espaço é diminuto, cheio de poeira. O ar está acabando.

Você tem, apenas, cinco minutos e trinta segundos de vida.

A percepção que a vida está terminando é nítida. Neste instante os pensamentos começam a surgir numa velocidade incrível. Não há vontade de gritar. Não há nenhum barulho lá fora, parece que todos tiveram o mesmo destino. Então, ninguém irá escavar em sua busca e, mesmo se isso ocorrer, várias horas seriam necessárias para chegar neste ponto exato do desmoronamento. O ar que restou nesta pequena bolha escura só garante, agora, cinco minutos de vida.

Cinco minutos de vida.

Quais foram as coisas que você quis fazer e adiou? Sempre pensou que haveria tempo para tirar umas férias, assistir aquele filme que você comprou e ainda está lacrado na estante, passear na beira de um rio, namorar um pouco mais com a pessoa amada. Tudo sempre deixado para depois. Qual, dessas atividades gostaria de estar fazendo agora? Que arrependimento bate mais forte em sua cabeça? O que deveria ter feito e não fez? Seus pensamentos podem lhe dizer, agora que a vida termina, quais são as coisas que teriam mais importância durante sua existência e não foram experienciadas porque sempre havia algo mais importante, sério e urgente: trabalho.

Só restam, agora, quatro minutos e trinta segundos de vida

O aperto é tão intenso que não é possível inspirar mais fundo, mesmo se isso fosse possível, só iria consumir mais ar e acelerar o processo de morte. Os olhos estão abertos, mas é como se a visão não existisse, tamanha a escuridão ao redor. Apenas a cabeça está livre. Todo o corpo está comprimido pelos tijolos, concreto, madeiras e muita poeira, o que causa uma forte irritação nos olhos; no entanto, como os braços estão presos não existe meio para que as mãos toquem o rosto buscando alívio na retirada deste seco pó. O incomodo só é menor quando sua mente volta a imaginar o que poderia ter sido a sua vida.

Restam, agora, quatro minutos de vida.

O dinheiro? Será que alguém usará aqueles trocados que você passou a vida acumulando na conta bancária? Nem é tanto dinheiro assim, serviria para uma viagem ou um carro novo, havia planos para alguns jantares em bons restaurantes. Nada disso ocorreu, foram preteridos pelo desejo de se preparar para um momento pior na vida. Este é o momento! Como o dinheiro pode lhe ajudar agora? Não existe dinheiro nenhum no mundo que possa aumentar o ar que resta nesta prisão compacta. Nem todo ouro, nem toda prata, dólares, palácios, nada que existe pode ter algum valor onde está agora.

Três minutos e trinta segundos de vida.

Sede. Agora surge a sede. Os lábios estão secos, o pó encheu sua boca e você começa a tossir. Na imaginação muitas imagens: onde estão os seus amigos e parentes? As pessoas que fizeram parte da sua vida, o que terá ocorrido com elas? Algo lhe incomoda, lembrou de conhecidos que, por um motivo ou outro, foram deixados de lado ao longo do tempo. Diferenças banais que, agora, não tem sentido algum. Amigos esquecidos que mereciam ou poderiam ter lhe dado perdão. Neste momento, não se envergonha de chorar. As lágrimas não caem, elas formam uma crosta em contato com a camada de pó que cobre o rosto.

Você tem, agora, apenas três minutos de vida.

O que poderia ter sido feito da sua vida? Quais são as pessoas que mereciam mais atenção e carinho? Quem poderia ter sido mais acolhido pelas suas palavras? Qual delas merecia ter sido mais ouvida? Em que tempo o abraço poderia ser dado como um pedido de desculpas? Nada disso importa agora. Você, neste instante, pensa em Deus. Será que existe mesmo um lugar após a morte? Silenciosamente, conversa com o Senhor. Sua prece é caótica, sabe que o tempo é mínimo. Tantas desculpas por coisas não feitas e, por fim, neste momento, descobre que não cometeu tantos erros assim. Os pecados (que de fato existiram) não foram intencionais. Apenas atos ligados a falta de maturidade ou inexperiência. Uma onda de paz invade o seu corpo.

Dois minutos e trinta segundos de vida.

Um segundo sem pensar em nada. Provavelmente, por falta de ar, você teve um pequeno desmaio e, como se acordasse de um pesadelo, se dá conta que isto é real. Sua vida está terminando neste instante. O que faria se lhe fosse dado mais um dia? Aonde você iria? Com quem falaria? A mente não para. Já há aceitação que a morte é presente, não existe revolta nem raiva, apenas uma vontade de fazer diferente. Mais um segundo sem pensar em nada e o cérebro volta a imaginar dias felizes no passado. Estranhamente estes dias, que agora são floridos em sua mente, não foram percebidos assim quando ocorreram. Tudo parece melhor e maior agora.

Dois minutos.

Se tivesse sido mais forte ou mais gentil naqueles momentos. Poderia ter dito a verdade, ou mentido, para não causar dor. Tantas pessoas que foram presentes e você ausente. Onde estão agora? De que valeu as brigas sem sentido? Infantis decisões de adiamentos, sempre pensando que haveria tempo para consertar depois. O mundo se foi, o momento seguinte pode ser o nada. Com sorte será lembrança na memória de alguém. O que você fez, em sua vida, que levará seu nome adiante? Qual pessoa poderá dizer no futuro que estar com você foi importante para ela?

Um minuto e tudo terá terminado.

Silêncio na mente, a falta de ar tirou a sanidade. Trinta segundos restam de sua vida neste buraco escuro. Pense agora, você mesmo, o que poderia ter feito de diferente, até agora e ainda não fez?

Sinto muito: você morreu.

Conclusão:

Provavelmente ainda há tempo para mudar o rumo do curso de sua própria existência. Muitas pessoas não tiveram a oportunidade de fazer uma reflexão no real momento final de suas vidas. Todos sabem que a hora de partida é certa, no entanto, nem todos estão se preparando como se, de fato, isto possa mesmo ocorrer.

Tome o tempo de volta, ligue seu celular, existe alguém esperando sua ligação.

Boa e longa vida.

Este texto nasce de uma livre inspiração ofertada por John O. Stevens em seu livro “Torna-se Presente” da Summus Editorial.


João Oliveira
Psicólogo CRP 05/32031
Diretor de Cursos - ISEC - http://isec.psc.br
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sábado, 22 de outubro de 2011

O DESTRO CANHOTO



Já, há alguns anos, tenho percebido certo padrão em um pequeno perfil da população com queixas de ordem psicológica ou sintomas psicossomáticos. Não é algo numeroso ainda para darmos início a uma pesquisa metodológica; podemos até pensar nisso no futuro. No momento, são  apenas estudos de caso em andamento. No entanto, gostaria de chamar logo a atenção de outros profissionais de saúde e, até mesmo do grupo envolvido (os canhotos), pois podemos estar auxiliando alguém que se encaixe neste relato.

Passei a observar, com maior acuidade, se o paciente é canhoto ou não, como primeiro passo da análise comportamental. Todos que militam nessa área sabem que o ponto fundamental para qualquer aprofundamento começa pela definição se o sujeito à nossa frente é destro ou canhoto.

Para facilitar, vamos ao passo a passo:

1)      Como surgem os canhotos?

Uma pergunta fácil de ser respondida, mas é necessário um pouco de raciocínio dedutivo pois, todos os gêmeos univitelinos possuem um elemento destro e o outro canhoto. Os gêmeos univitelinos surgem quando um óvulo é produzido e fecundado por, apenas, um espermatozóide e, de imediato, se divide em duas culturas de células completas. Também são sempre do mesmo sexo.  Portanto, (olhe o pensamento dedutivo aqui) se encontramos um canhoto no mundo sem um irmão gêmeo isso deve significar que existiu, em algum momento, grupo de cultura de células que não foi em frente – deveriam ser gêmeos então– certo ?

2)      Como identifico o canhoto?

A região de broca, que é responsável pela condução motora da fala humana, está localizada no lado esquerdo do cérebro. Por isso, podemos observar que, quando falamos, existe um movimento mais aparente do lado direito da boca. A movimentação é mais visível deste lado, isso nos destros! Na população canhota o movimento labial, durante a fala, pode ser melhor percebida, no lado contrário, o esquerdo. Isso pode indicar que a região de broca está do lado contrário, no hemisfério direito! Para comprovação deste pensamento estamos iniciando um estudo clínico com ressonância magnética em conjunto com um colega médico que também se interessa por este fenômeno.

Com essas informações podemos agora “ver” o canhoto com facilidade, basta observar bem o movimento labial enquanto ele fala. Caso essa movimentação seja mais elaborada, explícita do lado esquerdo estamos diante de um canhoto genuíno. No entanto, muitos foram “adestrados” (essa palavra parece carregar algo maior sobre não ser destro) para habitar no mundo dos destros e escrevem com a mão direita.  

Esse é o padrão! Aqui reside o problema! Alguém que não está em harmonia consigo mesmo enquanto organismo vivo! E ainda pior: essa pessoa pode nem saber que é de fato canhota!

Não caberiam aqui, neste espaço, os estudos de caso, estarão sendo disponibilizados oportunamente. Mas o alerta pode encontrar objeto e auxiliar na condução da abordagem psicoterápica. Muitas dessas pessoas, que vivem dentro de um esforço não natural, podem desenvolver conflitos internos, pois não estão em harmonia com sua própria natureza biológica.

Estou à disposição dos interessados, colegas profissionais da área de saúde, para troca de informações sobre esse tema. Não encontrei, ainda, literatura a respeito e estamos buscando alternativas viáveis para o reencontro da real estrutura desses indivíduos. Alguns casos estão em andamento, enquanto escrevo estas palavras e podemos, assim, observar o avanço positivo destes pacientes.


João Oliveira
Psicólogo CRP -05-32031
E-mail: oliveirapsi@gmail.com

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Não crie príncipes, construa imperadores!


Não sei se existe  um manual,  pronto, ensinando como criar filhos, isso acontece! Repetimos certos padrões numa tentativa de imitar, ou de sermos contrário, ao que nos foi passado pela geração anterior. O resultado nem sempre é o esperado. Às vezes acontece o que é bem pior, vários filhos, mesmos pais, mesma educação e personalidades completamente diferentes.

Onde está o erro? Se é, que há!
Dizem, os especialistas no tema, que apenas 25% do que passamos aos nossos filhos fica para o resto da vida. O que ele interpreta do mundo lá fora, nas suas interações sociais, têm muito mais significado nesta construção pessoal. Então podemos deduzir que temos pouco efeito em nossos herdeiros genéticos. Pode até ser que isto seja verdade, no entanto, peço que leia o restante deste texto, com calma, e tente chegar à sua própria conclusão.
Diante do casulo, onde um pequeno ser se esforça para sair e ver o mundo, não devemos auxiliar a frágil borboleta neste momento.Caso assim agíssemos ela não alçaria vôo já que não haveria maturidade na estrutura das asas, seria devorada por outros insetos por estar sempre presa ao solo.
A maioria de nós procura dar, aos filhos, tudo aquilo que não foi possível ter na infância: maior proteção, mais conforto, dinheiro, presentes e boa educação, entre tantas outras coisas. Concordo que alguns itens desta lista são essenciais, outros, ofertados em demasia, podem estar ceifando a oportunidade de crescimento.
Uma vida sem desafios, onde tudo é posto pronto sem esforço algum, pode criar seres que nunca saíram do chão. Não há compromisso, os pais tudo provêem.  Dentro da estrutura de personalidade uma regra geral poderá surgir: "- O mundo me deve algo!"
Quando chegar a idade da conquista pessoal, de crescer por conta própria, os mecanismos de luta não estarão amadurecidos e, o adulto, poderá ter respostas infantis quando a sociedade não responder positivamente aos seus anseios.
Podemos ver o número crescente de filhos, acima dos trinta anos, ainda morando com os pais. Eles podem estar esperando que o mundo, lá fora, se organize e prepare  futuro perfeito, sem dores. Acredito que, algumas pessoas com dificuldade de enfrentamento e sempre revoltadas com os próprios resultados, não foram expostas a pequenas perdas ou desafios durante o período de adultificação.
E agora?
Se estiver começando a cuidar de pequenos seres pense de que forma  fazer isto sem, tudo dar ou nada negar.
Se, o futuro já chegou ao seu lar, considere o apoio do profissional psicólogo. Realidade seja dita, quem mais cedo busca em menos tempo conquista. O fator responsável por isto é o desejo de mudar.
O mundo não sai do lugar! Nós é que precisamos alterar nosso ângulo de visão.

sábado, 8 de outubro de 2011

O MEDO DE VENCER



Em nossa cultura valorizamos por demais o esforço e sofrimento para se alcançar algum objetivo prazeroso. Analise comigo, desde pequenos somos levados a pensar que: “- Só mesmo com muita luta vencemos na vida!”. Não há, em princípio, nada errado nesta afirmação. Apenas levamos isso muito ao pé da letra por toda a vida e, nunca chegamos a ser merecedores de vivenciar os frutos do nosso trabalho, pois não sabemos a hora de parar de sofrer/lutar.

Vamos tentar colocar por outro ângulo: você se acha merecedor do que têm?

Pois bem, a maioria das pessoas não consegue aproveitar dos benefícios, que tanto lutaram para possuir, pois acreditam que não foi feito esforço suficiente. Ou, ainda pior, que algo está errado, pois ela finalmente venceu.

A hiper valorização do sofrimento pode começar, em nossa cultura, pela religião. Afinal, Jesus morreu na cruz para nos salvar!  Este deve ser o ponto que, inconscientemente, nos leva a querer percorrer sempre um caminho mais doloroso e longo. Quando conseguimos um prêmio, achamos que não foi devidamente merecido, não sofremos (ainda) o suficiente por ele.

Provavelmente você não pensa assim! Parabéns! No entanto muitas pessoas não são felizes e nunca aceitam que venceram na vida. Elas sempre se perguntam o quanto realmente merecem do que possuem.

Poderíamos chamar isso de baixa autoestima, estaria certo, mas não explica de onde vem este sentimento, essa ausência de valorização próprio do ser. Por que o medo de vencer?

Podemos usar a própria religião para isso. Bastar escolher o texto correto! Afinal, somos feito a imagem e semelhança do Criador! E, tudo que podemos ver e tocar foi criado para ser vivenciado por nós. Ora, sou merecedor de usufruir de toda a criação. Cada detalhe foi orquestrado e existe por minha causa.

Pense desta forma: sem você, nada existe! E, acredite, ainda sem você, tudo continuará existindo. A diferença reside no fato que, sem você, nada existira para VOCÊ! Quem perde ou ganha, por estar vivenciando ou não, é –justamente- você. Quem é a pessoa mais importante do mundo então?

Não questiono, de forma alguma, que o sofrimento vivenciado pelo Pai de todos nós, pois foi necessário como ensinamento. Mas, Ele fez isto justamente para que não precisássemos passar por tudo novamente. Não pense que este texto é religioso, estou confirmando o que já está colocado em alguns, um sofrimento que não tem fim, pois jamais seremos capazes de trocar de lugar com Ele.

Então, em sua honra e glória, serei feliz hoje, utilizando tudo que Ele permite dentro de sua Lei maior. Sou merecedor de tudo, desde que não prejudique ninguém.

Experimente! Considere-se um vencedor ao poder ler estas palavras! Afinal, você pode entender o que está metaforizado aqui. Não sei o exato tamanho de sua alegria e da sua vitória tão duramente conquistada, mas sei que sua dor (seja ela qual for) pode ser bem menor.

Abra a janela da percepção para ver sua própria vitória.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

O CIRCO ESTÁ NA CIDADE

Não é um circo moderno, na verdade é mais um circo no modelo antigo e, portanto deve estar fora da lei que proíbe o uso de animais em espetáculos. Mas se instalou e está apresentando regularmente. O público está gostando, pois suas atrações são clássicas.

Para começar tem um palhaço que também é equilibrista, ele se joga no ar e agarra no trapézio como se fosse o motivo de sua vida. Finge que vai cair! Se segura de novo! O povo chora e ri diante de suas rápidas manobras. Hora está em perigo mortal e no outro momento leva todos às gargalhadas.

O mágico não apresenta grandes novidades, ele faz as coisas desaparecerem diante dos olhos da interessada platéia. Ora, todos sabem que é um truque! E mais, sabemos que aquelas coisas que ele faz sumir serão usadas depois em outro espetáculo (onde nós não estaremos presentes). É incrível como, mesmo assim, todos olham com credulidade seus atos.

Têm vários elefantes! Sim! Esse circo possui um domador de elefantes. Não é um homem muito forte nem muito grande, mas ele coloca, sob sua ordem, um grupo de elefantes enormes e com músculos imensos. Como isso é possível? Dizem que, sob os pés dos elefantes, é colocada uma chapa de metal que dá choques. Quem controla a eletricidade é o pequeno domador: com um botão escondido ele faz os mamíferos gigantes dançarem ao seu desejo. Os elefantes nem sabem a força que tem: se soubesse esmagariam o domador.

Olha, uma surpresa! O circo tem algo que não é muito comum: um faquir! Um cidadão de origem asiática que diz ficar sem comer e beber água por muito tempo. Ele se apresenta sentado, não faz nada no show, não diz nada de novo e todos ficam olhando. Ele afirma que não come nada que lhe dão, mas também não faz, absolutamente, nada! Sem graça essa parte do show, afinal quando ele sai de cena pode até ir a um restaurante que nós não saberíamos.

O domador de leões! Esse sim é um show! O pequeno homem (o mesmo dos elefantes) entra na jaula onde os leões rugem com ira na sua direção! O medo contamina toda platéia! As patas com garras afiadas poderiam arrancar o coração de qualquer um em segundos. No entanto, o chicote estala no ar e os animais selvagens o obedecem cegamente. Como isso é possível! Bom, o segredo é que a audiência não vê como ele controla os bichos: carne. Isso mesmo, não é o chicote que eles temem, é ficar sem carne. O domador os alimenta muito bem e por isso todos os leões, até os mais selvagens, respeitam seus desejos. Incrível não é?

Para terminar tem o Globo da Morte: nele, motoqueiros que ninguém quase conhece se digladiam em voltas mortais, em oposição, num perímetro escasso. De quando em vez, eles batem e um morre. Não há truque, é perigoso mesmo. O que eles almejam é serem reconhecidos pela platéia como o palhaço ou o domador. Mas isso não ocorre pois, dentro daquele globo, mal são vistos pelo público que lota a arquibancada do circo.

Tantas outras atrações... é um bom circo. Diverte a população da cidade, ilude muitos que voltam para casa animados com o espetáculo.
Agora que terminei de escrever, estou com uma dúvida: o circo está, ou é a cidade?