PÁGINA OFICIAL, FACEBOOK e E-MAIL

http://www.isec.psc.br

https://www.facebook.com/Prof.Joao.Oliveira

E-mail: isecpsicologia@gmail.com

Para receber informações sobre palestras e cursos mande um email para: isec_news-subscribe@yahoogrupos.com.br

sexta-feira, 18 de março de 2011

Por que não choram os japoneses?


Após essa tsunami midiática, onde a informação fica em segundo plano e o show ganha destaque em busca da maior audiência, uma coisa ficou notada por todos: cadê o desespero dos japoneses?

Onde estava o povo correndo nas ruas chorando, gritando, fazendo, o que, normalmente faríamos (muito justamente) diante de uma tragédia apocalíptica?

Aliás, no nosso caso, brasileiros, nem precisa tanto.

Onde, diga-me o senhor, estavam as cinco milhões de câmeras, do mundo inteiro, que não conseguiram filmar o povo em desordem, desesperados, chorando (só vi um) e, esse detalhe é importante, com as mãos viradas para os céus pedindo ajuda?

Pois bem. Para continuar esse pensamento, ou parar sua leitura agora, é necessária uma concordância neste ponto: o povo brasileiro agiria da mesma forma que o japonês?

Se sua resposta for sim, se acredita que, diante de uma calamidade, todos nós ficaríamos organizados em filas e andando no meio de entulhos calmamente, pare aqui e aproveite seu tempo em algo mais produtivo, como assistir o Big Brother. Caso contrário, se acredita na possibilidade do povo japonês ser único em manter o equilíbrio, e está nos dando uma lição de comportamento diante do infortúnio, por favor, continue. Mas não diga depois que não foi avisado!

Acontece que o povo japonês é budista! Sendo sua cultura filosófica única, sim, pois o budismo não é uma religião, nenhum dos cinco tipos de budismo é, nós achamos que é por que não conhecemos outra forma de exercer a religiosidade. Bem, voltando a filosofia, ela diz que as bases das tradições e práticas são as Três Joias que todos devem ter em primeiro plano: O Buda que é o guia, mas não a última palavra embora seja o seu mestre; o Dharma que são os ensinamentos colocados na prática diária e suas óbvias conseguencias; e a Sangha, sociedade que compartilha os mesmos princípios budista.

Não é tão dificil de entender. Eles são criados com o pensamento que não há um Deus para dar (ou trocar) algo com eles: eles têm de fazer!

Não esperam do céu, nem ficam zangados com Deus se algo não sai do jeito que queriam. Pois, para eles, isso não existe, a deidade encontra-se em cada um de nós.

Então você não vai ver nenhum japones gritanto: “ – Por que você fez isso com a gente Deus? Eu fui bonzinho a vida toda e o Senhor faz isso comigo?”

Eles não esperam. Vão a luta! O desespero é fruto de uma decepção. Coisa que eles não têm pois nunca esperaram algo de um ser superior. Provavelmente, e isso sou em quem falo, não sei se eles pensam assim, a vida já seria o presente maior o resto, seria trabalho deles.

Será possível, na nossa cultura religiosa, absorver algum aprendizado disso tudo? Podemos unir o que somos com um pouco desse povo que, nos exemplifica, em seus atos? Uma coisa é dizer que têm teoria, outra, e observar na prática, na realidade.

Espero que não seja necessária mais nenhuma lição prática como essa, em lugar nenhum do mundo, independente da linha filosófica ou de religião.

Pense sobre isso, afinal, pensar não dói.

Um comentário:

Adriana Y. Biasi disse...

Os japoneses são racionais e organizados, porém não acredito que o ser humano deva ser tão independente de Deus! Precisamos dele pra tudo na vida, lazaro o leproso que ressuscitou precisou de Jesus, milhares de pessoas hoje que experimentam milagres precisaram do mestre.