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sábado, 21 de novembro de 2009

O Perdão Para Os Nossos Filhos

Existe uma interpretação, na nossa cultura, que perdoar é simplesmente esquecer. O autor espera que conseguido o perdão seja esquecida sua dívida, seu ato.

Isto é uma forma equivocada de se lidar com o perdão.

O autor deve ser perdoado, claro, mas seu ato deve ser reparado. Quando diante dessa impossibilidade, num ato impossível de ser revertido, uma pena deverá ser aplicada de forma a minimizar o ocorrido.

As distorções culturais que surgiram após o crescimento das populações transformaram o conceito original, mais antigo que a própria Bíblia, em penas sem a menor ligação com o ato e, até mesmo, na direção contraria, perdão livrando o autor de toda culpa.

Nem tanto ao mar e nem tanto a pedra.

Esquecendo as leis tradicionais direcionadas aos crimes comuns, vamos trazer esta questão para o nosso dia a dia, nas pequenas coisas e, principalmente, para a educação dos nossos filhos.

Este conceito é mais que válido, para se elaborar, na hora de lidar com as possíveis falhas daqueles que, temos a obrigação, de direcionar num caminho de responsabilidades.

Isto seria a capacidade de não aplicar castigos e penalidades vazias e sem nenhum sentido. Como, por exemplo, a proibição de ver televisão ou se aproximar de vídeos game. Na verdade o ideal seria colocar o autor diante de uma atividade diretamente ligada ao ato, mas em sentido inverso.

Claro que a criatividade para a elaboração dessas penas alternativas é o ponto chave de toda questão. E, para isso, cada caso deve ser pensado com calma e participação do próprio futuro apenado, que deve dar sugestões de como poderia reparar o seu ato.

Alias, possivelmente o ponto mais forte dessa dinâmica, é a participação dos filhos nas decisões. Pois, além de tudo, estariam aprendendo a lidar com o peso da responsabilidade de educar.

Não devemos esquecer o perdão para o autor, nenhuma demonstração de memória rancorosa, mas o ato e sua derivação devem ficar marcados pelo cumprimento da tarefa reparadora.

Podemos e devemos perdoar, mas jamais abafar qualquer situação, pois caso contrário ela está condenada a ser repetida pelo autor.

Um comentário:

007BONDeblog disse...

João

Boa tarde

Muito interessante e oportuna essa sua matéria.

O ato de entender, aceitar que todos podemos errar,não deve ser entendido como um passaporte para a impunidade. Todo ato tem consequências, e, quando seprejudica alguém, a obrigação de reparação é automática,não como processo meramente punitivo,mas sim, e principalmente educativo.

Perdoar é não guardar mágoas, não desejar vingança, não querer mau, é superar o ocorrido. Ser perdoado, é uma benção que requer atitude madura de não reincidir no erro.

Um abraço. Te convido a comentar no post sobre o André Trigueiro, tem um livro sendo sorteado.