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quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Os dias 22 e 23 de setembro tem estranhas lembranças de mortes !

1) 70 anos do falecimento de Freud. Ele faleceu aos 83 anos de idade, no dia 23 de setembro de 1939, em Londres depois de ter estado por dois dias em coma, a seu pedido recebeu três injeções de três centigramas de morfina, com a concordância de sua filha Anna Freud.

O mundo não seria o mesmo depois de Freud : o inconsciente, os sonhos ... a psicanálise e tantas coisas mais.
2) 46 anos da morte de John Kennedy. No dia 22 de setembro de 1963 Ao meio-dia e meia do dia, passando pela Dealey Plaza, Kennedy é atingido por dois tiros, um no pescoço e outro fatal na cabeça . Jackie Kennedy que estava ao seu lado, sobe em desespero na traseira do carro em movimento . Kennedy morre menos de trinta minutos depois do atentado.

O mundo não seria o mesmo depois de Kennedy... tolerância racial, ele havia acabado de anunciar que iria retirar as tropas do Vietnam, a conquista da Lua com o projeto Apollo (- Vamos a Lua por que ela está lá!), a "Aliança para o Progresso" que pouca gente conhece que deu roupa e alimentos para populações carentes no mundo e inclusive o Brasil também recebeu parte dessa ajuda humanitária.

3) 30 anos da Morte de Pablo Neruda, em 23 de setembro 1973, morre de câncer de próstata na Clínica Santa Maria de Santiago (Chile).

O mundo não seria o mesmo depois do poeta, mas dele eu não falo... ele fala por sí:



O que uma lagosta tece lá embaixo com seus pés dourados?
Respondo que o oceano sabe.
Por quem a medusa espera em sua veste transparente?
Está esperando pelo tempo, como tu.
Quem as algas apertam em teus braços?, perguntas mais firme que uma hora e um mar certos?
Eu sei perguntas sobre a presa branca do narval e eu respondo contando como o unicórnio do mar, arpado, morre.
Perguntas sobre as plumas do rei-pescador que vibram nas puras primaveras dos mares do sul.
Quero te contar que o oceano sabe isto: que a vida, em seus estojos de jóias, é infinita como a areia incontável, pura; e o tempo, entre uvas cor de sangue tornou a pedra lisa encheu a água-viva de luz, desfez o seu nó, soltou seus fios musicais de uma cornicópia feita de infinita madrepérola.
Sou só uma rede vazia diante dos olhos humanos na escuridão e de dedos habituados à longitude do tímido globo de uma laranja. Caminho como tu, investigando as estrelas sem fim e em minha rede, durante a noite, acordo nu. A única coisa capturada é um peixe dentro do vento.


E ainda dizem por aí que agosto é que seria o mês do desgosto ...

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