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domingo, 21 de dezembro de 2008

IMPLOSÃO NO ESCURO Dique da propriedade de empresário foi rompido

Leandro Nunes, do Ururau, acompanhado a operação numa foto do Guilherme Chagas


Depois de atravessar todo o dia na preparação para a execução da implosão, somente às 21h30 deste sábado, aconteceu a primeira das quatro implosões em diques em propriedades rurais, na Baixada Campista.


Mesmo depois de enfrentar diversas dificuldades operacionais, que impossibilitaram a ação mais cedo, os explosivos foram detonados e romperam o dique na propriedade do empresário Ari Pessanha.


Neste domingo (21/12) mais três serão implodidos, o da propriedade de Demerval Queiroz, no Canal do Major e na Fazenda do Louro, o que fatalmente fará com que as águas represadas da Lagoa Feia tomem seu destino normalmente e assim faça com que diversas localidades da região deixem de sofrer com as cheias.


URURAU ACOMPANHA NO LOCAL TODAS AS AÇÕESAs ações voltadas para a execução do plano para a implosão de dois diques na zona rural de Campos tiveram início no início da tarde deste sábado. Primeiro houve o retardamento por conta do grande aparato formado para atender as famílias atingidas pela enchente em toda a região.


Com a presença da Polícia Civil e Militar, Defesa Civil e do Deputado Federal Geraldo Pudim, o Promotor de Justiça Marcelo Lessa coordenou toda a ação com dois helicópteros, no início da tarde.


“Houve uma mobilização grande por parte do Governo do Estado por socorro as pessoas ilhadas, e as aeronaves só foram liberadas na parte da tarde, por estarem empenhadas em outras ações, tão ou mais importante do que essa. Superado isso colocamos o bloco na rua e demos início aos trabalhos”, declarou Marcelo Lessa.


O primeiro passo foi a realização das perfurações no local da implosão, na propriedade do empresário Ari Pessanha. Há poucos metros haviam acontecido no dia anterior duas aberturas no dique da propriedade de Demerval Queiroz, com a utilização de uma draga que foi destruída durante a madrugada.


Segundo o Promotor Marcelo Lessa, pessoas que não foram identificadas foram até a máquina e colocaram areia, além de cortarem as mangueiras, o que a danificou e causou grande prejuízo. A pessoa deslocada para fazer a vigília do equipamento, foi rendida e nada pôde fazer para impedir a ações.


“Comprovando o que venho falando a mais de uma semana, houve a destruição da draga anfíbia, que ontem fez um rompimento em dois pontos da propriedade rural do senhor Demerval Queiroz. É a mesma máquina que faz a limpeza do Canal das Flechas e ficou inoperante. Isso vem a confirmar os adjetivos que os venho adjetivando, como bandidos”, declarou.


O trabalho de perfuração permaneceu por todo o dia, mas na parte da tarde, por volta das 15h, houve uma interrupção quando o motor que fazia a sucção da água nos canos onde seriam colocados os explosivos, parou de funcionar e houve a solicitação de um novo motor.


Os explosivos chegaram ao local, às 18h, levados pelo helicóptero brindado, da Polícia Civil. Já o motor para dar seqüência dos trabalhos, foi levado pelo barco da Marinha e só chegou por às 18h.

Neste momento, Marcelo Lessa sobrevoou a área para realizar o que foi classificado como varredura, para se avaliar se existiam residências e famílias que poderiam ser atingidas com as águas que ganhariam grande parte da região, após a realização da implosão.


Ao anoitecer, as equipes de reportagens presentes tiveram que deixar o local, já que o retorno ficava ainda mais comprometido com o passar do tempo. Ficou apenas um fotógrafo, Raphael Cordeiro, do jornal O Diário, com a autorização do promotor e no compromisso de enviar para os demais órgãos de comunicação, para que pudessem a publicação.


A implosão foi finalmente executada às 21h30.

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