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terça-feira, 2 de setembro de 2008

E SE FORMOS SÓ MEMÓRIA?

Qual a principal diferença entre nós? Esqueça o aspecto físico, estamos falando de algo mais profundo. O que nos torna diferentes na maneira de ser? O nosso comportamento, nossas opções no dia-a-dia, porque pensamos desta ou daquela maneira; de onde vem os pensamentos que nos fazem ter tantas formas de agir?
Nossas ações refletem, de uma maneira geral, nossos pensamentos. Muitas vezes, por motivos econômicos talvez, agimos de forma a contrariar nossa consciência. Mas, não nos apeguemos a isso, nem todos estão vivendo uma independência total. Vamos focar o nosso raciocínio em quem somos hoje: nossa memória!
O João sabe que é o João e que estudou isso ou aquilo porque tem sua memória funcionando e mantém, a princípio, uma linha temporal estável. Digamos que eu acorde amanhã com a sua memória, e você com a de outro leitor. Quem seremos? Nosso físico diz às pessoas que nos rodeiam que não somos quem afirmamos ser. Aliás nossa memória recém- adquirida também afirma isso, pois se lembra de uma outra aparência. Lógico que teremos problemas motores na adaptação a uma nova máquina de se mexer: o corpo. Mas, fora isso, o nosso eu (consciência) estará intacto, porém abalado.
Então, podemos pensar, que não somos tão diferentes assim. Não somos matéria calcificada e sim algo imaterial, virtual, que alguns dizem estar confinada ao cérebro físico.
Carl Gustav Jung duvidou disso. E veio então o tal “Inconsciente Coletivo”! Algo comum a todos nós. Já chamaram de memória akástica, já li que um cientista russo disse se tratar de ondas ELF, freqüências bem baixas geradas pelos nossos diferentes pensamentos que ficam por aí, girando e girando, até serem de novo captadas por alguém, quem pensa (só pensa) ter tido uma idéia original.
Onde termina o Eu, onde começa o Você?
Não depende de como somos na realidade, mas sim de como entendemos o real. Se acreditarmos que somos só memória, nada mais que isso, as coisas ficam meio sem sentido. Então nos resta ir ao “Salto No Escuro” de Kierkegaard, acreditar em algo maior que nós e que nos une ao mesmo tempo e que nos permite o livre arbítrio: Deus!
Agora me ocorre que deve ser por isso que ele é onipresente, onipotente, onisciente e onidistante. Claro! Ele está em todos nós!
Somos além de nossa memória, por isso podemos construir nosso pedaço na história!

João Oliveira - Psicólogo CRP 05/32031

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